Você é protagonista ou coadjuvante? Quem será o primeiro a entrar na pista?

Princesa Diana dançando com John Travolta
Foto: Pixabay

 

Ser protagonista requer atitude.

Todos nós já passamos pela experiência de estar em uma festa onde as pessoas ficam isoladas em pequenos grupos, ou mesmo sozinhas enquanto a pista de dança permanece vazia.

O anfitrião que organizou tudo com perfeição, circula tentando convencer as pessoas e assim, salvar o dia.

De repente uma tia mais velha (ou uma prima desinibida) se anima e começa a dançar.

Ela não parece se importar com o que os outros estão pensando ou por estar ali sozinha. Ela simplesmente está se divertindo e sem que perceba, começa a contagiar um ou outro.

À princípio as pessoas apenas se balançam em seus próprios lugares, mas sem que percebam dão o passo seguinte e mudam totalmente a energia do ambiente.

Muito provavelmente, se o “DG” não errar na seleção musical e o organizador não deixar faltar bebida e comida, a festa será um sucesso a partir dali.

De um modo geral, não gostamos de nos expor e ser o primeiro a entrar na pista é para poucos: os de bem com a vida, super bem resolvidos e com a autoestima alta.

O ponto é que ninguém precisa ser o John Travolta das pistas ou a pessoa mais desinibida do mundo. Ninguém está ligando se você dança bem ou mal, ou se é tímido ou não.

O que importa é a atitude. Não é necessário ir sozinho. Chame alguém, convide os amigos. Vá em grupo, mas vá.

E o que esse cenário nos fala sobre nós mesmos e a forma como atuamos diante das mais diversas situações?

Somos o que somos em todos os ambientes e se agimos assim socialmente, muito provavelmente o façamos também no ambiente de trabalho.

Como vamos querer a promoção ou um emprego novo se nunca ousamos expor as nossas ideias e a nós mesmos? Se nunca temos proatividade? Se nunca somos os primeiros em nada…?!

É claro que é bem mais fácil e confortável aderir a um movimento que já tenha ganhado corpo, mas assim você nunca irá se diferenciar ou ser lembrado.

Em relação ao network é uma história parecida: não adianta só ter o perfil na rede.

É necessário conhecer as pessoas, contribuir, compartilhar conhecimento, interagir, comentar, aplaudir e criar conexões verdadeiras onde uma hora estamos no papel de ajudar e na outra, de sermos ajudados.

Só aparecer na hora do aperto ou para ficar bem na foto, também não são boas práticas.

Outra coisa importante é a imagem que você projeta.

Num mundo onde a informação está disponível para todos 24×7, não existe mais lugar para pessoas alienadas, que não falem de assuntos diversos, que não se interessem pelo outro e não sustentem uma conversa séria ou banal.

Há que se divertir também! O humor é um grande aliado!

Resumindo: você precisa se destacar no meio da multidão! E a melhor forma de fazê-lo é tendo inteligência e elegância emocionais para transitar sobre as mais diversas situações e ambientes com humildade, empatia e personalidade.

Lembre-se que hoje as melhores vagas nem estão nas mãos dos recrutadores.

A indicação é extremamente importante na busca por recolocação profissional e seu amigo da pista de dança ou da rede social pode ser “aquele que vai lhe indicar para a vaga que você tanto sonha.

Portanto, não seja a pessoa que está sempre no canto da sala esperando a pista ficar cheia.

Você é protagonista ou coadjuvante?

Tome a iniciativa. Seja agente da mudança que quer ver em sua vida.

Mas vamos logo antes que a música acabe e você fique sem a última cadeira.

 

Claudia Taulois

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