Você corre o risco de ser uma página em branco?

bloco em branco com material de pintura ao lado
Imagem de Pexels por Pixabay

Não existe nada que nos envolva tanto quanto uma boa história, seja real ou fictícia.

Evoluímos por meio da leitura das escrituras antigas, dos registros deixados por nossos antepassados. Sem entender o passado não há como planejar o futuro.

Desde os primórdios o homem conta histórias e passa seus conhecimentos e valores às novas gerações.

Crianças pedem para que seus pais contem histórias para elas.

Já adultos, consumimos todas as mídias em busca de narrativas que nos atraiam. E são muitos os gêneros e estilos.

No capítulo final de “Game of Thrones”, o personagem Tyrion defendeu que o herdeiro do trono deveria ser a pessoa que soubesse todas as histórias do reino, aquela que fosse a memória de uma nação. Para ele, “o que une as pessoas não são as guerras, os casamentos ou os reinos: o que une as pessoas são as histórias, uma boa história.”

Não por acaso, o mercado global de mídia e entretenimento crescerá a uma média anual de 4,2% nos próximos cinco anos e, em 2021, chegará a US$ 2,23 trilhões – é o que mostra a 18ª Pesquisa Global de Entretenimento e Mídia 2017-2021, da PwC. O levantamento analisou 17 segmentos do setor em 54 países, representando cerca de 80% da população mundial. No Brasil, o faturamento do setor de mídia e entretenimento deve chegar a US$ 43,7 bilhões em 2021.

Há alguns anos, tive o privilégio de ajudar a organizar um grande evento: a exposição “6 billion others” de Yann Arthus-Bertrand, que veio ao Brasil. Histórias de pessoas, de todas as partes do mundo, sobre os mais variados temas.

Indico muito que procurem saber mais sobre a mesma e se emocionar com os depoimentos que vão compondo um grande mosaico no qual compartilhamos das emoções de seres que nunca vimos, nem veremos, conhecendo um pouco de suas vidas, dores, alegrias e tudo mais que faz com que prestemos atenção ao outro.

Eu sou apaixonada por histórias desde muito cedo e criei muitas até aqui e emocionar está sempre na minha equação criativa.

Sem esse elemento não vejo razão para a narrativa e até pouco tempo o meu universo era apenas esse da ficção e o do entretenimento.

Recentemente, no entanto, enveredei também pelas histórias da vida real com a criação da www.engaging.com.br (rede social de empatia para auxiliar pessoas em momento de vulnerabilidade durante fase de transição profissional ou busca de novos propósitos.

Nesse ambiente me deparo com pessoas com as mais variadas vivências. Um repertório capaz de escrever os mais lindos roteiros. Histórias que demandam coragem, determinação, empenho e podem transformar realidades, mas que estão presas em seus medos e inseguranças (em sua maioria).

Seres humanos lindos que estão deixando de escrever páginas, capítulos e romances inteiros por não conseguirem virar a página, reescrever um novo cenário, enxergar uma nova possibilidade totalmente fora do script.

Um papel em branco pode ser mesmo assustador, mas quando começamos a rabiscar, as coisas começam a fluir e a mágica acontece. Pior ainda é se tornar o papel em branco…

Eu não tenho um projeto grandioso como o “6 billion others” mas no mosaico da minha rede vejo centenas de rostos (na verdade, somos mais de mil) desconhecidos que gostaria de ver a vida transformada.

Olho as fotos e imagino as vidas, as histórias, as dificuldades e os sonhos. Adoraria saber mais e poder trocar algumas palavras. Poder ajudar em algo.

Com vários, a troca é linda e gratificante!

Muitos têm nomes que nunca vi antes e que me geram muita curiosidade e encantamento.

Alguns nem foto colocam, mas arriscam dizer o estado de humor: Feliz/Bem//Otimista/Triste/Ansioso/Preocupado. Mas não vão além.

Ficam para sempre ou por muito tempo, como histórias interrompidas: como um livro com página arrancada. Ou a luz que acaba no último capítulo da novela. Na vida real, um namoro que termina por mensagem. Um amigo que some da sua vida sem explicação. O telefone que não toca depois de um primeiro encontro. Uma demissão depois de um grande resultado…

Tem coisa pior que uma história interrompida?

Pois é…

Como você está escrevendo a sua? Quantos buracos está deixando? Quantas oportunidades está perdendo? Quantas emoções não está vivendo?

Seja na sala de aula, na reunião, em uma entrevista de emprego, no palco, nas redes…não permita que sua imagem seja associada a um papel em branco que nada acrescenta e que fatalmente não será lembrada.

Por onde passar, deixe sua pegada, sua marca e seu legado.

Mas esse texto não é para te deixar para baixo. Pelo contrário.

É só para te sacudir. Para dizer que existem muitas pessoas querendo conhecer você e o que você veio fazer nessa vida.

Muitas almas esperando para aprender com você ou te ensinar algo. Muitas coisas que precisam ser escritas e que estão te esperando.

Não precisa ser algo tão grandioso quanto o que o Yan fez. Mas toda contribuição é importante!

Além disso, um projeto nunca deve ser pensado em função do seu tamanho e sim do que pode representar e transformar na sua vida e na dos outros.

Não tenha medo de errar e de recomeçar quantas vezes forem necessárias.

Para evoluir é necessário rever o trajeto e o plano.

Avaliar o que deu errado e o que não está bom é forma de consertar e seguir melhor!

Portanto, temos que ser mais do que um rosto estático numa rede social que presa pela empatia. Ou em qualquer outro lugar.

Precisamos nos conectar, compartilhar e fazer acontecer!

Não faremos isso nos escondendo, sem dar opinião, sem mostrar os defeitos! Pare de se importar com a opinião alheia.

Temos que dar vida ao nosso personagem, colocar os monstros pra fora, enfrentar os fantasmas do passado e do presente e reinventar o ser que habita em nós.

Se você acha que faz sentido, comece agora a reescrever a história que seus filhos terão orgulho de contar um dia!

#Estamosjuntos!

Claudia Taulois – Escritora, Publicitária e Founder da www.enagaging.com.br

 

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