Vivendo e entendendo a dor da demissão

peças de xadrez com uma derrubada
Foto: Pixabay
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Viver e entender a dor da demissão é difícil, mas necessário.

Para algumas pessoas, no entanto, a demissão pode ser um alívio e uma oportunidade, não passando assim pela fase do luto.

Profissionais mais novos e com alto grau de empregabilidade tendem a enxergar o momento com mais otimismo.

Em contrapartida, pessoas mais maduras e com um ciclo de recolocação menor, podem sentir-se mais pressionadas e pessimistas.

Para quem não sentiu talvez falte empatia (ação de se colocar no lugar de outra pessoa, buscando agir ou pensar da forma como ela pensaria ou agiria nas mesmas circunstâncias) para entender o outro.

Algumas pessoas, por não entenderem, não têm paciência e veem o outro como fraco, mas esse conceito está totalmente equivocado. Nesse caso, é melhor se afastar para não magoar uma pessoa já bastante fragilizada.

Seu momento profissional pode também melhorar ou piorar a forma de encarar essa fase.

Dependendo da pessoa, pode ser um momento muito difícil financeira e emocionalmente.

Nesse caso, só quem passou entende. Só quem vivencia essa perda sabe o quanto fere.

O importante é saber que você não está sozinho e que não é a única pessoa a passar por essa situação. Ela é comum a todos que vivenciam esse momento.

Segundo os psicólogos, por conta dessa experiência, as pessoas podem sofrer consequências mentais por um longo tempo.

Sentimentos como angústia, choque e medo são comuns no primeiro momento.

Com o passar do tempo é normal que essa sensação mude para raiva e insegurança sobre você e seu futuro.

O desemprego afeta a saúde física e mental.

Os sintomas mais comuns são: depressão, maus hábitos alimentares, estresse, ansiedade, irritabilidade, pensamentos negativos, insônia, letargia, hipertensão, diabetes e doenças cardiovasculares.

De um modo geral, homens casados e com filhos sentem um impacto mais forte dado que as mulheres podem enxergar esse momento como uma oportunidade de se dedicar mais aos filhos e à família.

As mulheres geralmente estão mais abertas para ocupações temporárias que podem exercer simultaneamente. Ex: revender produtos de beleza, roupas e etc.

É comum haver um isolamento social pois a pessoa se sente constrangida e derrotada e tem sua autoestima abalada.

Quem passa por essa situação tem o direito de sentir-se triste mas não pode se entregar à esse sentimento. É preciso entender que o desemprego não define quem você é e suas aptidões.

Acima de tudo, você precisa reconhecer sua dor. Entender a profundidade de suas emoções é a melhor forma de se sentir melhor.

Algumas dicas podem lhe ajudar a passar por essa fase e a primeira é: foque em você!

Mantenha uma rotina.

Tenha uma agenda para que mantenha sua vida organizada.

Pequenas tarefas nos ajudam a ter foco e processar o que aconteceu.

Faça exercícios. Procure dormir e alimentar-se bem.

Não abuse do álcool.

Lembre-se: A reação está em você!

Qual o seu momento atual? Compartilhe sua história.

Engaging. Estamos juntos!

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