Triste sim. Sem esperança, jamais.

Anjo Figura Luto
Imagem de bernswaelz por Pixabay

Quero acreditar que as coisas vão mudar, que teremos pessoas, empresas e uma sociedade mais ética e justa num futuro tão não distante.

Estou triste sim, mas não perco a esperança.

Afinal, sou brasileira…

…Caramba, meu texto quase deixou de existir no momento que escrevi a frase acima.

Nós a repetimos com tanto orgulho e com tanta certeza de que isso seja algo bom que acabou virando uma frase sem efeito, afinal qual a esperança que um brasileiro pode ter?

Estou me referindo ao brasileiro trabalhador, que paga as contas, que vive dentro dos princípios e valores da lei e da família. Será que dá para acreditar que um dia veremos e teremos justiça e direitos iguais para todos?

Talvez a culpa seja de Cabral que demorou tanto para nos descobrir e fez de nós um país sem história, sem tradição, sem…

Ops, para tudo! Chega de dogma. Vamos voltar um pouquinho na história e fazer alguns paralelos?

Sim, o Brasil é um país relativamente jovem.

Talvez sejamos um primo adolescente para as culturas que datam de séculos e que viveram os grandes movimentos e fizeram parte das revoluções que moldaram o mundo para ser o que conhecemos hoje.

Como um jovem que ainda está fazendo descobertas pessoais e vendo espinhas surgirem em seu rosto, cometemos deslizes.

Em alguns aspectos a teimosia e a arrogância dos que ainda se veem como imortais poderá nos levar a erros mais graves, mesmo tendo pais atentos que nos vigiem, nos orientem e controlem na medida do possível.

Mas é natural também que possamos viver nossas próprias histórias, fazer as escolhas e traçar o rumo de nossa existência.

Sim, é possível que tenhamos alguns arrependimentos e cicatrizes na fase adulta, mas quem é que não tem?

Se colocássemos uma linha do tempo paralela entre o nosso estágio de desenvolvimento atual e o que os demais países enfrentavam em suas próprias adolescências talvez estejamos vivendo o que foi para eles o Iluminismo.

Na época a sociedade queria romper com a Igreja, detentora dos tabus e do poder, que impedia o crescimento e a expansão das ideias.

Hoje, não brigamos mais com ela. Podemos escolher entre muitas ou nenhuma. Temos essa liberdade e essa conquista.

Nossa briga é com aqueles que da mesma forma, impõe-se sobre a sociedade e queiram nos controlar de forma arbitrária e déspota sem que os tenhamos escolhido, sem que tenhamos dado a eles a nossa confiança.

Portanto, que não haja dúvidas da força dessa juventude que aos poucos desperta para clamar o que lhe pertence.

E nossos irmãos franceses nos deixaram essa parte da história bem retratada para que possamos nos guiar mais facilmente.

As mesmas ideias Iluministas que nos inspiram agora, os inspiraram também.

Assim como nós, estavam em busca de ideias de liberdade e igualdade e passaram a reivindicar direitos mais amplos e maior representação dentro da estrutura política francesa.

Insatisfeitos por sempre perderem por serem uma força menor entre os poderes do Estado, revoltaram-se dando início a uma das mais famosas revoluções que culminou com o Rei e sua esposa, Maria Antonieta, tendo suas cabeças decepadas pela guilhotina.

Triste fim, que ninguém quer que se repita e nesse aspecto nossa juventude nos favorece, afinal podemos ler nos livros e aprender: “A História ajuda-nos a evitar erros do passado”.

Mas entre os livros de história e as pomadas de espinhas, temos os hormônios e o brio da juventude, uma história a ser escrita e um legado para deixar para as novas gerações!

Portanto, Iluminados por nossas próprias ideias e pela transformação da 4a. revolução industrial conquistada por nossos primos mais velhos, achamos uma forma de nos conectar, de conhecer a verdade e não aceitamos mais as imposições, os abusos e descaso daqueles que deveriam nos proteger, mas só nos apunhalam.

Se existem Poderes constituídos pela Democracia que escolhemos, que os mesmos façam jus às suas atribuições e honrem seu papel.

Àqueles que corrompidos por ideias ou pessoas, não possam nos representar, que seja dada a execução da lei atual e que a mesma se cumpra sem demora.

Não somos Jacobinos, mas não fugiremos à luta.

E que por fim possamos todos amadurecer e viver em uma era Contemporânea na qual possamos sentar à mesa com nossos primos mais velhos e mais novos também, discutindo de igual para igual com respeito e ética.

E que esses valores sejam estendidos para toda a nossa sociedade.

Que empresas sejam mais humanas.

Que direitos sejam respeitados.

Que as pessoas não precisem pular das pontes ou cortar os punhos para os juízes entenderem os males a que alguns são acometidos em parte das empresas.

Sim, há muito abuso também, mas quando uma grande maioria clama a mesma coisa num mesmo lugar, há que se observar mais de perto.

Segundo dados recentes da OMS (Organização Mundial de Saúde), o Brasil é o país mais ansioso do mundo, sendo que 18,6 milhões de brasileiros convivem com o transtorno. (Saiba mais: https://exame.abril.com.br/ciencia/brasil-e-o-pais-mais-ansioso-do-mundo-segundo-a-oms/).

Essa mesma OMS passa agora a classificar o burnout (síndrome do esgotamento profissional) como doença e indica que 32% dos trabalhadores brasileiros sofram desse estresse.

Em um ranking de oito países elaborado pela Isma-BR, estamos à frente da China e dos Estados Unidos – e perdemos apenas para o Japão, onde 70% da população apresenta os sintomas do burnout. ( Saiba mais: https://super.abril.com.br/saude/oms-classifica-a-sindrome-de-burnout-como-doenca/ )

Mas quando se diz que grande parte disso está sendo causado pelo ambiente dentro das empresas, há uma comoção.

Prefere-se mudar a lei para coibir que pessoas entrem com processos trabalhistas.

Os que se arriscam passam a ser tratados como pessoas sem caráter.

Deve ser mesmo a água escura que cai do céu que está nos contaminando e adoecendo.

Quando testemunhas não valem, documentos são descartados e o os valores são invertidos, o que esperar da nossa sociedade, das nossas leis e daqueles que deveriam nos representar?

Sim, é desalentador.

Mas quem sabe tudo mude quando entrarmos na nova era?

Se acreditamos que juízes podem ser super heróis, talvez os demais entendam seu papel e se inspirem também!

E isso me faz voltar ao início desse texto em que relatei estar triste, mas não sem esperança!

Se você também acredita e tem o mesmo sonho, não se esconda atrás dessa leitura!

Deixe seu comentário, compartilhe, ajude a fazer com que mais pessoas engrossem esse coro.

“Uma andorinha só não faz verão! “

 

#Estamosjuntos!

Claudia Taulois

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2 Comments
  1. De fato é deprimente saber que um operador do direito julga ao sabor dos interesses da classe “dominante”.
    Fica o pedido para continuarmos lutando, lutando e lutando por um país mais justo!

    Reply
  2. Oi Mario. Obrigada pelo comentário. Sim, é deprimente. Eu jamais deixarei de lutar e de acreditar porque sei que a mudança passa por nós. Sem nossa conivência eles não poderão se sustentar fazendo o mal eternamente.
    #Estamosjuntos!
    Abraço.

    Reply

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