Qual o Estado de Saúde da sua Carreira?

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Foto: Pixabay
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O estado de saúde de nossa carreira é um termômetro de nossa longevidade no mercado de trabalho e merece toda a nossa atenção.

Sim, tanto quando nós, nossas carreiras nascem, crescem e envelhecem.

E podem adoecer ao longo desta trajetória.

O ideal é que isso nunca aconteça, mas vírus e bactérias profissionais infestam nossas carreiras, do mesmo modo que nossos corpos.
E eu questiono: será que estamos com nossos anticorpos profissionais em dia?

E será que identificamos as doenças da carreira rapidamente e as tratamos com os remédios adequados?

Vamos a alguns exemplos para sua reflexão:

Mal do lobo solitário!

Num mundo em que é impossível saber tudo sozinho e que a colaboração é valorizadíssima, profissionais com traços solitários, que não se relacionam bem em equipe, são considerados mais fracos – e não mais fortes, como se pensava no passado.

O tratamento pode ser dar através de terapia ou pelo simples esforço em se relacionar, em interagir, com colegas em geral.

Atenção: tímidos serão tímidos e há espaço para todo mundo, mas os mais sociáveis irão mais longe.

Se você não domina o inglês (e por que não ter bons conhecimentos de espanhol também?), sua carreira está cronicamente anêmica.

E por dois motivos principais: (i) Ela não tem energia para ir além de empregos/empresas com abrangência local, já que as grandes oportunidades exigem outros idiomas, (ii) Um recrutador que vê alguém sem domínio de línguas estrangeiras já pressupõe uma carreira enfraquecida e nem perdem tempo com você.

Tratamento – ele é drástico e sem opção: estudar. Bom, isso custa dinheiro e pode ser chato para muita gente, então eu divido a minha a minha experiência para quem se interessar.

Eu aprendi inglês ouvindo, traduzindo e cantando rock quando era adolescente. Funcionou.

Com relação ao francês, o espanhol e o italiano, devo tudo ao ciclismo de competição, pois minha fascinação por este esporte me motivou a ler livros e revistas internacionais, ver programas de TV estrangeiras, viajar e aprender.

Portanto, aplique o idioma-alvo (que pode ser mais de um) sobre o hobby do seu interesse. Pode ser cinema, decoração, futebol, não importa. O que importa é praticar.

O mesmo conceito vale para tecnologia.

Tem que dominar minimamente o pacote Office, precisa ter boas noções de redes sociais (para fins profissionais), entre outros.

“Ah, mas eu não gosto de tecnologia”: lamento, mas sem ela o seu corpo profissional carecerá de nutrientes básicos para o sucesso.

O tratamento aqui é menos lúdico e mais técnico.

Depois de aprender e desenvolver o interesse em fuçar nas diversas funções, você pode aplica-las naquilo que mais goste (ou precise).

Um bom exemplo é aprender Excel para controlar suas finanças pessoais.

Escrever mal é sinal de doença profissional? Sim e das sérias!

Falar errado é feio, mas fica para trás; escrever errado fica registrado para sempre.

Atualmente, as redes sociais nos estimulam a ler pouco, escrever menos ainda e de forma relaxada.

Isso vai nos condicionando a ter pouca concentração para ler textos mais longos e estruturados, o que piora sobremaneira nossa própria habilidade de escrever.

Mais uma vez, quem escreve mal tem o corpo profissional fragilizado e perde oportunidades para quem o faz direito.

Tratamento – 100% lúdico e idêntico à necessidade de inglês.

Escolha seus hobbies e leia … e leia muito.

E proponha-se a escrever pequenos textos sobre eles.

Pode ser para consumo próprio, para treinar, mas também pode envia-los para os amigos. Você pode até criar um blog e virar autor! Anime-se!

Para ajudar no tratamento, a internet está forrada de textos que ensinam a escrever artigos com boa estrutura, facilitando a vida de autor e leitor.

Invista nisso e se fortaleça profissionalmente.

Conclusão – existem inúmeras moléstias que tiram a energia da nossa carreira e cabe a nós mesmos buscarmos ajuda.

Assim como um corpo doente não produz, uma carreira doente não vai para frente.

Mais que a sua própria carreira, pode ser que a sua profissão como um todo esteja doente.

Isso é um problema maior e requer outra abordagem, mas falaremos sobre isso num próximo artigo.

Vale a pena cuidar da saúde da sua carreira, tanto quando da sua saúde física e emocional.

Pense nisso e pratique isso.

Fernando Blanco

 

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