Precisamos enterrar os mortos

pedra em formato de espiral
Foto: Pixabay

Colocar um ponto final em histórias.

Concluir ciclos pessoais ou profissionais é fundamental para seguir adiante.

Para isso há de haver uma conclusão, um fechamento.

Já soube de casos de relacionamentos que terminaram por telefone. Geralmente com uma justificativa banal.

Alguns exemplos clássicos: “Não te mereço.” “Você vai encontrar alguém melhor…”

Em tempos de WhattsApp deve acontecer muito via mensagem de texto também.

Há quem simplesmente suma sem dar nenhuma explicação.

Amizades de décadas deixam de existir do dia para a noite.

Num mundo em que se prega a diversidade, a intolerância com o diferente está cada vez mais latente.

E se não me serve, eu simplesmente descarto.

No âmbito profissional sei de muitos casos de pessoas que foram homenageadas pela empresa e na semana seguinte, desligadas sem nenhuma justificativa plausível.

Injustificável também o que vem acontecendo nos processos seletivos em que as pessoas jamais recebem um retorno.

Sem poder entender as razões não se consegue fechar uma história e seguir em frente sem ter o fantasma da dúvida a assombrar a memória de quem viveu algo semelhante.

Essa sensação é péssima e geralmente a pessoa atribui a si própria a culpa tentando entender o que fez de errado.

O covarde não tem ideia do mal causado e provavelmente segue fazendo vítimas.

Não precisa ser assim.

Não há nada que não possa ser justificado e que roube tempo da vida de quem decide dar um ponto final a uma história sem no entanto tirar do outro a eterna reticências.

Não há nada que não possa ser conversado. Olho no olho.

Uma conversa sincera e respeitosa é o mínimo que se pode dar a quem interagiu conosco em qualquer situação.

Vai doer, mas é certo e digno.

A pessoa sempre terá um impacto e sofrerá sua perda, mas a possibilidade de colocar um ponto final evitará uma vivência prolongada da dor.

Seguir adiante é o que todos queremos e para isso é preciso enterrar os mortos.

 

Claudia Taulois – Publicitária, escritora e Founder da Engaging

 

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