O mercado de trabalho brasileiro está fragilizado

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O mercado de trabalho brasileiro está moribundo com milhões de pessoas desempregadas e a convivência com uma das piores crises econômicas já enfrentadas.

Com essa perspectiva desalentadora, essa rede começou a ser gestada no final de 2017.

Ano em que a reforma trabalhista foi aprovada, 2017 foi também o período em que pela primeira vez o trabalho informal superou a oferta de empregos declaradamente formais no Brasil. Em todo o país, 34,3 milhões de pessoas trabalharam no ano passado por conta própria, enquanto 33,3 milhões tiveram empregos formais. Em 2016, eram 34 milhões de empregos formais, contra 32 milhões de autônomos, de acordo com o IBGE.

De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), o estoque de emprego formal no Brasil apresentou retração em Dezembro de 2017. O decréscimo foi de -328.539 postos de trabalho, equivalente à variação de -0,85% em relação ao estoque do mês anterior.

Regiões:

As Regiões Centro Oeste e Sul apresentaram saldo positivo de emprego, da ordem de 36.823e 33.395 postos de trabalho, respectivamente, revertendo os resultados negativosverificados em 2016 e 2015, respectivamente -66.410 e -64.887, na Região Centro Oeste, e -147.191 e -229.042, na Região Sul.

As demais Regiões apresentaram saldos negativos: Sudeste (-76.600 postos), Nordeste (-14.424 postos) e Norte (-26 postos). Nos anos de 2016 e 2015 os saldos negativos forambem mais expressivos: respectivamente, Sudeste (-791.309 e -892.689), Nordeste (-242.659 e -251.260) e Norte (-78.989 e -97.111).

Atributos Pessoais:

Faixa Etária: houve saldo positivo de empregos formais para os mais jovens: empregados com 18-24 anos (saldo de 652.734 postos) e com até 17 anos (171.185 postos). As faixasetárias com maiores saldos negativos foram 50 a 64 anos (-379.930 postos), 40 a 49 anos (-206.624 postos) e 30 a 39 anos (-187.546 postos).

Gênero: houve saldo positivo de 21.694 empregos formais para homens, ao passo que as mulheres experimentaram saldo negativo de 42.526 postos.

Escolaridade: o saldo de emprego foi positivo para os empregados com Ensino MédioCompleto (302.946 postos), Superior Completo (35.406 postos) e Superior Incompleto (24.201 postos). O saldo negativo concentrou-se principalmente nos empregados com Ensino Fundamental Incompleto (-188.877 postos), Ensino Fundamental Completo (-139.546 postos) e Ensino Médio Incompleto (-54.163 postos).

Raça/cor: houve saldo positivo de emprego para os empregados de cor preta (30.654 postos) e parda (59.639 postos) e verificou-se saldo negativo para trabalhadores de cor branca (-322.669 postos), amarela (-12.093 postos) e indígena (-2.225 postos).

85% das profissões que existirão em 2030 ainda não foram inventadas:

Na próxima década, todas as organizações e os negócios serão baseados em tecnologia, exigindo que as empresas repensem os modelos atuais de infraestrutura e formas de trabalho. Estudo encomendado pela Dell Technologies para o IFTF (Institute for the Future) prevê que, graças ao avanço tecnológico, até 2030, aproximadamente 85% das profissões serão novas, ou seja, ainda nem foram inventadas.

Em 2030, a dependência que os humanos têm da tecnologia se transformará em uma verdadeira parceria, favorecendo habilidades como a criatividade, o entusiasmo e uma mentalidade empreendedora.

Por outro lado, os especialistas projetam que a tecnologia não irá necessariamente substituir os profissionais, mas vai impactar, principalmente, a forma de buscar um trabalho. Ou seja, as empresas tendem a procurar cada vez mais colaboradores para executar tarefas específicas e não mais ocuparem uma posição. Para encontrar os indivíduos com as competências e os conhecimentos necessários, vão usar soluções de machine learning (aprendizado de máquina).

O relatório prevê que as tecnologias emergentes – suportadas por enormes avanços em software, big data e capacidade de processamento – mudarão a forma como as pessoas vivem. Mais do que isso, a sociedade deve entrar em uma nova fase de relacionamento com as máquinas.

“O rápido avanço da tecnologia tem provocado mudanças sem precedentes na sociedade. E esse estudo demonstra que as pessoas e as empresas que não se prepararem desde agora para esse novo mundo, dificilmente terão espaço no mercado”, afirma Luis Gonçalves, presidente da Dell EMC Commercial no Brasil. “Os resultados do relatório estão alinhados com a visão da Dell de oferecer um portfólio completo de soluções tecnológicas que ajude as pessoas e as empresas a acompanharem a transformação digital e, principalmente, serem bem-sucedidas nessa jornada”, complementa.

Segundo o levantamento, os nativos digitais buscarão empresas em que poderão aprender e causar um impacto significativo. Por isso, as organizações que entenderem e apoiarem essas aspirações serão capazes de atrair os melhores talentos na próxima década.

Outro ponto de destaque do estudo é que, em 2030, a dependência que os humanos têm da tecnologia se transformará em uma verdadeira parceria, favorecendo habilidades como a criatividade, o entusiasmo e uma mentalidade empreendedora. Isso se alinhará à capacidade das máquinas de proporcionar velocidade, automação e bom desempenho. A produtividade resultante permitirá novas oportunidades em termos de segmentos de mercado e atividades profissionais.

 

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