Mulheres Inspiradoras: Nossa Primeira Dama

Inicialmente, parabenizo a rede social Engaging pela iniciativa de agregar pessoas que passam pelo momento difícil da transição profissional e do desemprego.

A empatia é um valor importante a ser cultivado. Olhar para o próximo e tentar aproximar-se da visão que ele tem do mundo é um exercício fundamental para avançar na solidariedade.

O mês de março é um marco internacional que dá visibilidade aos anseios das mulheres.

É um mês para lembrar as histórias de superação de exemplos femininos consagrados, e para ressaltar as heroínas anônimas que, a cada dia, ajudam a construir uma humanidade melhor.

Quero fazer uma menção especial ao papel fundamental das mulheres nas famílias. Pesquisas mostram que, na última década, quase dobrou o número de lares no Brasil chefiados por mulheres.

Na maioria dessas casas, não há cônjuge. Ou seja, cresce o número de mulheres responsáveis pela manutenção financeira da família e que também carregam sozinhas uma pesada carga mental: organizam a casa, cuidam dos filhos e de toda a logística e impacto emocional que isso envolve.

Não precisamos de dados para afirmar que as mulheres são alicerces nas famílias e que as famílias precisam ser fortalecidas.

Por isso, a minha principal mensagem para as mulheres que hoje estão numa situação vulnerável e que se sentem enfraquecidas diante de tantas dificuldades e cobranças é esta: vocês não estão sozinhas.

A solidão é uma amarga companheira de jornada para muitas mulheres.

Nesses primeiros meses como Primeira-Dama, tenho recebido muitos relatos de mães de crianças com doenças raras.

A maioria dessas doenças são progressivas e incapacitantes; poucas têm tratamento reconhecido.

Além do sofrimento de testemunhar as dores dos filhos, essas mulheres são muitas vezes abandonadas pelos maridos, esquecidas pelos outros familiares. São induzidas até a esconder a condição das crianças para fugir do preconceito e do isolamento.

Por outro lado, também tive a oportunidade de conhecer a experiência da ONG Amar (Aliança de Mães e Famílias Raras), de Recife (PE).

É uma iniciativa em que as mães se unem para apoiar umas às outras; em que as famílias se unem para a convivência e para melhorar o atendimento aos seus filhos. É uma alegria ver projetos assim prosperando.

Mulheres, vocês não estão sozinhas diante do sofrimento.

Nenhuma de nós está imune às dificuldades da vida e, por isso, mesmo nas horas mais críticas, podemos e devemos apoiar umas às outras.

Que o nosso papel feminino, já tão marcado pela força e pela superação, possa ser fortalecido pela solidariedade às demais mulheres, às nossas amigas, irmãs, mães e, também, àquelas que ainda não conhecemos.

Que Deus abençoe a todas e suas famílias!

Michelle Bolsonaro

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