Mulheres Inspiradoras: A Sobrevivente

Homens indo em direção a luz
Foto: Pixabay
Compartilhe!

As pessoas dizem que sou uma mulher de fibra e uma inspiração pois sobrevivi a todas as situações que a vida me trouxe.

Olho para trás e sei bem de onde vem minha força. Sou de uma linhagem de mulheres incríveis. Minha avó e minha mãe querida foram e são exemplos para mim.

Com elas aprendi muito e sou imensamente grata.

Passei muitas coisas, sofri pra caramba. Caí e levantei porque a dor é tão grande que não cabe no peito, muito ruim de sentir e não quero isso para mim, nem para ninguém.

Então tenho que lutar todos os dias contra. Vamos em frente sempre e com fé!

Nem sei como começar a relatar…

Meus pais se separaram em 1958. Algo um tanto inédito para a época. Eu tinha apenas 7 anos e meu irmão 8.

Fomos então, meu irmão e eu, viver com nossos avós maternos. Meu avô não aceitou minha mãe, que passou a viver em uma quitinete.

Ela que nunca tinha trabalhado, ia para São Paulo em busca de produtos que pudesse revender no Rio.

Com o tempo, aprendeu a fazer massagem e outros procedimentos estéticos que lhe ajudavam no orçamento.

Víamos pouco meu pai. Ele, que havia sido banqueiro, perdeu tudo pouco tempo depois da separação fazendo com que nossa vida que já era bem difícil, ficasse pior ainda.

Quando eu já era adolescente minha mãe casou-se novamente. Uma pessoa do esporte, mais especificamente do futebol.

Eu me casei pela primeira vez quando tinha 21 anos. Sei lá se foi por amor.

Desse relacionamento tive dois filhos: Christiano e Leandro.

O casamento ia de mal a pior e eu pedi a separação.  O outro não aceitou e como uma forma de punição matou os meus dois filhos.

Enlouqueci.

Meu padrasto recebeu um convite para trabalhar no Kuwait. Eles me chamaram para ir junto, mas não quis.

Eu me agarrei ao meu trabalho e 4 anos depois conheci o meu segundo marido.

Desse relacionamento nasceu o meu terceiro filho, o grande Pedro.

Um menino lindo que me trouxe muita alegria e orgulho.

Mas não sei se por destino, vim a perdê-lo com exatos 16 anos.

Morri e ressuscitei! Como? Sei lá!

Anos depois perdi minha mãe e em seguida meu padrasto e tudo isso volta com mais força, e a luta começa de novo.

O que me alimenta é a fé e a esperança de encontrá-los algum dia.

Não carrego nada de ruim dentro de mim. Nenhuma raiva. Nada disso me pertence mais.

Sigo em frente com fé!

Angela Melo


Compartilhe!
Share This Post

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>