Mudanças à vista

Luminoso com mensagem: Make this world better
Imagem: Pixabay
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Perspectivas de um mundo melhor

Ser capaz de fazer previsões requer análises, metodologias e conhecimentos específicos que não domino.

Não sei se podemos chamar de “ciência”, mas é certamente algo complexo e de muitas variáveis.

Isso não impede, no entanto, que possamos observar o cenário à nossa volta e palpitar sobre nossa percepção sobre determinado assunto.

E sendo mulher, dar opinião é quase um dom que exercemos desde cedo e com grande desenvoltura.

Brincadeiras à parte, não acho grave falar sobre nossa observação do mundo tendo como base o que vemos, lemos, escutamos e interpretamos.

Com todos os “disclaimers” feitos, ouso dizer que pela minha visão, estou otimista com o futuro: vejo um mundo “melhor no futuro, vejo a vida mais clara e farta, repleta de toda satisfação…”

Parece utopia? Eu explico.

As pessoas, de certa forma e em volume cada vez maior, parecem ter se cansado dos “mimimis”, do politicamente correto chato, das campanhas de marketing mentirosas que dizem ser o que não são, da falta de ética, dos empregos sem propósito, da falta de qualidade de vida, de ter complexo de vira-lata e etc.

E isso da um belo caldo para que as coisas entrem em ordem. Quando damos um basta ao que não faz mais sentido, ele deixa de existir ou entra num ciclo de deterioração, colapso e morte.

Vestir a camisa cegamente? Não! Os jovens não se sujeitam mais a trabalhar em ambientes tóxicos. Além disso, querem ter orgulho das empresas em que trabalham e das quais consomem bens e serviços. Sem isso, nada feito.

Em post recente vi uma executiva apregoar sobre as maravilhas das “multinacionais que investem no nosso Brasil e geram milhares de empregos!”. Imediatamente seguiu-se uma chuva de comentários.

Para resumir, em linhas gerias, as pessoas diziam que não somos devedores de nada e não aceitaremos ser colonizados novamente. Se as empresas aqui estão é porque ganham muito com isso. Não tem caridade nenhuma.

Pessoas não são mais enganadas como antes e expressam sua visão e valores de forma aberta.

Na questão da qualidade de vida, muitos abrem mão inclusive da parte financeira, que antes vinha sempre em primeiro lugar, para ter mais tempo com a família, amigos assim como para a saúde, o lazer e etc.

E na esteira disso tudo a indústria do autocuidado e dos tratamentos alternativos e preventivos, vêm ganhando cada vez mais espaço.

O Ministério da Saúde publicou, em maio de 2006, a Portaria GM 971, que estabelece as bases para a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), definindo as diretrizes para a implantação no SUS da medicina chinesa, acupuntura, homeopatia, fitoterapia, medicina antroposófica, cromoterapia e termalismo social. Em março de 2017, o ministério ampliou o conjunto por meio da Portaria GM 849, que incluiu mais 13 abordagens: ayurveda, ioga, biodança, musicoterapia, terapia comunitária integrativa, arteterapia, reiki, dança circular, osteopatia, quiropraxia, reflexoterapia, shantala e naturopatia. (Fonte: Site Saúde Plena).

Na esfera particular o universo de possibilidades é ainda maior.

Saúde, aliás, está entre as maiores preocupações de todos. Esse, no entanto, ainda é um ponto que não vejo com tanto entusiasmo.

Que fique a reflexão: Pra que viver mais (e vamos) sem ter saúde (corpo e mente sãos) e condição financeira que garanta uma vida digna?

Equação difícil se muita coisa não for feita: no modelo atual pessoas perdem seus empregos no auge de sua capacidade intelectual e produtiva (45/50+).

Nesse pacote perdem também a capacidade de geração de renda, que leva a uma baixa autoestima, e problemas emocionais que geram ansiedade, depressão e etc.

Sem ter condição de manter o plano de saúde, o quadro se agrava. Assim, em que condições chegarão quando tiverem seus 80/90 anos?

Em 2030, a expectativa de vida vai atingir o índice mais alto da história, quebrando a barreira dos 90 anos. É o que diz uma pesquisa realizada pelo Imperial College Londonem parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

No mundo corporativo as softskills estão cada vez mais valorizadas, colocando em foco o lado humano e comportamental nas relações do trabalho. Um gênio de mau comportamento não tem mais espaço nas empresas.

Nunca se falou tanto sobre depressão, burnout, estresse, ansiedade e etc.

Estamos todos exaustos e precisando desacelerar, cuidar da mente e da alma.

Do lado dos investimentos, os detentores do capital estão cada vez mais preocupados com índices de sustentabilidade, que vão muito além da questão ambiental.

“Hoje, avaliam as melhores práticas ambientais, sociais e de governança (ESG, na sigla em inglês, como são conhecidas internacionalmente).

Investidores estão contando cada vez mais com informações ESG na procura por dados de grau de investimento para apoiar seus processos de tomada de decisões, com foco em governança, direitos humanos e mudanças climáticas. E utilizando esses parâmetros como lente para investimento futuro potencial.

Isso acontece porque os critérios ESG ajudam a prover investidores com mais informações sobre as companhias onde eles estão alocando capital. Métricas ambientais ajudam o investidor a entender o relacionamento da empresa com o mundo natural e a sua dependência de recursos naturais. Métricas sociais ajudam os investidores a entender onde potenciais preocupações podem em relação a direitos humanos, relações trabalhistas, comunidades e com o público. Companhias com boa governança são mais confiáveis e menos propensas a ceder para corrupção ou coerção.” ( Fonte: https://cebds.org/blog/esg-as-tres-letras-que-estao-mudando-comportamento-os-investimentos/).

Se tudo isso não se configura em mudança positiva, quais seriam então os sinais corretos e a direção em deveríamos olhar?

Para os que ainda acreditam e praticam os abusos, a falta de ética e empatia, meu sincero pêsames.

Não há mais espaço para isso. Ainda dá tempo de mudar e fazer o certo.

Parafraseando o Lulu Santos mais uma vez: “ Eu vejo um novo começo de era, de gente fina, elegante e sincera, com habilidade pra dizer mais sim do que não”.

E você, em que lado da gangorra está sentado?

 

Claudia Taulois – Publicitária, escritora e Founder da Engaging


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