Minha história, meus recomeços.

Pegada de pé na areia
Foto: Pixabay

A história de uma pessoa é feita de emoções e desafios e é algo que sempre conecta o ser humano. Para a Engaging não é diferente, afinal nosso mindset é feito de empatia.

O relato da Carol Palombini,  traz uma reflexão profunda que com certeza encontrará eco em muitos de vocês!

Minha história foi feita de vários recomeços. Comecei na psicologia clínica, fui para o RH e hoje trabalho como coach.

Olhando para trás, vejo a enorme vantagem de ter em mente que a nossa vida é cíclica, especialmente agora que vivemos um mundo VUCA – Volátil, Incerto, Complexo e Ambíguo (a sigla é em inglês).

Mas quando eu me formei em 2001, eu acreditava que quem tinha que recomeçar havia fracassado na carreira, porque tinha um mindset de que o sucesso profissional se dava como uma escada, que você ia subindo e chegava a um topo onde seria reconhecido pela sua competência e esforço naquela área.

Nossa, que liberdade absurda eu senti quando me larguei essa visão.

Isso porque quando eu pensava dessa forma qualquer coisa que saísse do esperado era levada como um fracasso e algumas vezes cheguei até a duvidar da minha competência técnica, aspecto de que sempre me orgulhei na minha vida acadêmica e onde eu tinha o meu maior referencial de sucesso.

Bom, mas vamos começar pelo começo. Essa é uma história de um grande luto, de uma grande decepção, mas de um novo começo espetacular!

Da Psicoterapia para o RH

Durante os 5 anos que estudei Psicologia na UFRJ eu acreditei que a única área que me traria realização profissional era a área clínica, ou seja, fazendo atendimentos em consultório.

Eu não só gostava muito de estudar sobre esse assunto, mas também achava que as demais áreas não eram tão importantes quanto essa, especialmente o RH.

Batalhei por 7 anos para construir uma clientela que nunca era suficiente para cobrir minhas despesas, pagar os altos custos dessa prática com consultório, supervisão e análise e estava ficando exausta e descrente.

Foi a primeira vez que me deparei com a realidade de ter competência técnica não era suficiente para vencer nesse mercado, mas eu também não sabia o que fazer para dar conta de tudo.

Num determinado momento eu achava que “dessa vez vai”.

Eu abri o meu próprio consultório, em sociedade com mais duas psicólogas, e depositei minhas esperanças nessa nova forma de trabalho, mas assim que o consultório ficou pronto eu descobri que estava grávida e que as despesas só iriam aumentar.

Mas eu era batalhadora e estava certa de que conseguiria.

Então aumentei as horas de aulas de inglês que eu dava para completar o orçamento e levei essa situação por mais 3 anos.

Foi quando percebi que eu dava mais aulas de inglês do que fazia atendimentos, não estava investindo em nenhuma das duas carreiras e não tinha alcançado o padrão de vida que eu precisava.

Meu irmão me disse uma coisa muito difícil, mas que mudou a minha vida – “Carolina, esse seu sonho com a psicologia clínica não se tornou uma mochila pesada demais para carregar?”

Eu não queria admitir antes, mas sim. Tinha virado um suplício!

Na época eu estava dando treinamentos para professores e percebi que adorava esse tipo de trabalho que, no final das contas era “coisa de RH”.

Então, fiz o luto que eu precisava fazer desse sonho e me preparei para entrar no mercado de trabalho como profissional de RH.

Sabia que tinha que cair de cabeça e mudar minha visão dessa área, por isso busquei cursos para me atualizar, coloquei o currículo no mercado e fui com tudo.

Não demorou para aparecer um projeto e depois minha contratação como efetiva numa empresa de Tecnologia.

Minha vida mudou!

Adquiri uma visão ampla de mercado e ganhei nessa barganha uma lição que hoje ensino para todos que me procuram buscando apoio profissional

Você tem muitas competências. Encontre as que ame e vocẽ gostará do que faz.

Eu amava trabalhar no RH, porque eu podia trabalhar com pessoas, num ambiente dinâmico, objetivo e focado em resultados que na verdade era a minha cara, mas meu preconceito me impedia de perceber.

Daí passei por várias empresas para poder chegar no meu objetivo de gerir a área o mais rapidamente possível e alcançar a condição financeira que eu almejava.

Mudanças planejadas no RH

Mudei de emprego várias vezes, porque percebi que assim eu chegaria mais rápido no meu objetivo.

Afinal, eu tive que recomeçar minha vida profissional quando entrei no RH e isso exigiu alguns sacrifícios, como uma redução salarial inicial.

Mas eu já havia atingido um ótimo nível de planejamento de carreira e tracei um plano de ação para alcançar a gestão da área.

Eu analisei o mercado e percebi que a gestão em médias empresas seria mais fácil de se atingir em curto prazo do que a de grandes empresas, além de ter mais a ver com meu perfil de inovação, estruturação e criatividade.

E coordenadores de médias empresas eram generalistas.

Então, a cada oportunidade que aparecia eu analisava se ia me levar mais perto do meu objetivo, ou seja, se me proporcionaria uma visão mais ampla do RH.

E assim eu cheguei à coordenação do RH em 2010, apenas três anos após entrar nessa área e dois anos depois já era gerente numa empresa multinacional.

Fui extremamente feliz trabalhando com recursos humanos, traçando estratégias, gerenciando equipes, mas quanto mais eu entendia sobre gestão de pessoas, mais eu percebia que as empresas brasileiras eram preconceituosas com relação à idade e especialmente com relação às mulheres.

Foi após os 35 anos que comecei a planejar minha saída do mundo corporativo como funcionária CLT e esse foi um recomeço muito bem analisado e planejado.

Como me tornei Coach

Esse foi mais um preconceito que tive que quebrar.

Porque eu sempre achei que coach era psicólogo frustrado ou um modismo marketeiro qualquer.

Tomei na cabeça mais uma vez! Hoje rio muito disso. Ainda bem que mantenho a mente aberta.

Como eu disse, eu estava muito bem empregada como gerente de RH, mas já tinha chegado no topo salarial e hierárquico da minha área e para crescer precisaria ou ir para uma grande empresa ou empreender.

Eu sabia que empreender era mais a minha cara.

Então fiz um curso de coaching.

Confesso aqui que tive que respirar fundo para poder mudar de cabeça e só aproveitei o curso porque pensei em tirar o melhor do que eles poderiam me ensinar.

Que eu faria a minha própria prática. E foi o que fiz.

Hoje percebo como um recomeço de um ponto que larguei lá atrás.

Voltei a atender, mas numa nova abordagem, trazendo uma bagagem e um benefício diferentes.

A vida é mesmo uma espiral!

Mas acabou que adiantei meus planos, quando fui demitida.

Essa última demissão foi uma puxada de tapete, não estava esperando, então doeu muito.

Mas transformei minha dor em oportunidade e coloquei meu plano em ação.

No final eu acabei aproveitando a rescisão, usando isso a meu favor e deu super certo!

E Como Tudo está hoje?

Amo o meu trabalho e aqui não tem crise dos 40 anos! Estou sempre com novos projetos e antenada com as evoluções do mercado.

Quem me procura está sofrendo, sente-se perdido ou porque perdeu um emprego ou porque odeia seu trabalho.

Muitos não sabem identificar nem o que incomoda, muito menos o que gostariam.

Então, sempre começo por um bom processo de autoconhecimento (onde consigo usar meus conhecimentos de psicologia) e depois partimos para um planejamento prático e estruturado para o alcance do objetivo de carreira (que eu conheço graças ao RH e o curso de coaching).

Tem ainda aqueles que me buscam para conseguir promoções, para empreender, para desenvolver liderança.

Enfim, todos têm algo em comum. Querem mudar suas realidades, transformar suas carreiras e suas vidas e ajudá-los esse processo é a minha missão.

Quem sabe não ajudo vocẽ também?

Carol Palombini

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