Eu, robô?

mão humana e mão de robô apontando uma para a outra
Foto: Pixabay

Pare por um momento. Reflita: você conhece a pessoa que habita seu corpo?

Você mantém os mesmos valores morais do início de sua trajetória?

  • Em que mudou?
  • Por que mudou?
  • A mudança foi para melhor ou pior?

É duro reconhecer erros e ver que desviamos da rota.

Sim, a vida é dura e às vezes “Hay que endurecer, pero sin perder la ternura jamás.”

Sobreviver não é simples e está cada vez mais difícil e competitivo, mas não podemos colocar a culpa na tecnologia, nem nos tempos modernos.

Embora saibamos dos impactos da nova revolução industrial em nossas vidas, ainda estamos no controle.

Somos nós que programamos a máquina, que apertamos os botões, que traçamos as metas.

Assim sendo, não podemos culpar a evolução do mundo pelos erros cometidos por nossa espécie.

Nossa inteligência ainda é maior que nossa hipocrisia.

Estamos a um passo da robotização humana que nos torna seres cada vez mais frios e insensíveis ao entorno.

Aos poucos vamos nos transformando e sem que percebamos viramos parte do mundo que tanto criticamos.

Cruzamos com mendigos sem que essa imagem nos impacte por mais de alguns segundos.

Tememos as crianças e os pedintes que nos abordam na janela de nossos carros.

Nada fazemos para ajudar um amigo desempregado e eles são milhões.

Vemos as enchentes causadas pela falta de cuidado com o meio ambiente e ainda jogamos lixo nas ruas.

Defendemos o indefensável por ideologias mentirosas responsáveis por miséria, violência e tantas outras mazelas.

Vivemos uma época de excesso de informação na qual somos consumidos pelo tempo ou a pela falta dele.

Relações cada vez mais virtuais e superficiais.

Inversão de valores.

Ambição sem limites.

Insatisfação.

Doenças da alma.

Deixamos de acreditar no próximo, de olhar para o lado, de ter empatia.

Não perguntamos em que podemos ajudar com medo da resposta.

Nos enclausuramos em nossas bolhas fakes e vazias de significado.

Qual seria o percentual de ajuda que você poderia dar? Seu 1% pode ser 100% para alguém.

Seu conhecimento pode pode mudar a forma do outro ver o mundo.

Seu conselho pode fazer a diferença na vida de um colega.

Seu ombro amigo pode salvar uma vida.

Fazer o bem está ao alcance de todos.

Podemos mudar nossa história fazendo o bem para alguém.

Sair da inércia é a chave.

Ajudar com o coração é o caminho de volta para sermos humanos novamente.

Não deixe de fazer a sua parte! Você não é um robô!

#Estamosjuntos

Claudia Taulois – Escritora, Publicitária e Founder da Engaging

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