Desemprego recorde. Economia parada. O que nós podemos fazer para mudar o futuro?

imagem de homem com bolsos vazios
Foto: Pixabay
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Somos uma força capacitada muito grande. Temos condições de pensar em saídas e propor para a sociedade modelos sustentáveis que mudem o cenário de desemprego recorde do Brasil.

Entre desempregados e desalentados (que desistiram de procurar emprego) temos em torno de 27 milhões de pessoas fora do mercado de trabalho hoje no Brasil.

É um número muito alto e preocupante.

Mas não podemos apenas lamentar, esperando uma resposta de nossos governantes.

A dor é nossa.

Portanto, temos que ser protagonistas das soluções, pensando e propondo de nossos representantes, ações concretas e factíveis para mudar o cenário.

A hora é essa! Você tem alguma ideia?

Em minha ignorância, tenho alguns palpites que divido com vocês nesse artigo.

A contratação de funcionários é a última coisa que acontece quando a economia volta a aquecer, ou seja, a retomada não garante oferta de emprego imediata.

É necessário que os empresários invistam antes, mas isso acontecerá quando? Existe confiança para isso? E se a economia não é um fator que ajude, ainda tem a questão política de ano de eleição em que tudo fica mais instável.

Temos alguns problemas estruturais no país que não nos ajudam a criar riqueza, e que ao meu ver são os grandes problemas:

  • Alto custo da previdência – Além da questão da reforma é necessário criar empregabilidade para os 50+. Pessoas estão se aposentando antes também porque perdem o emprego muito cedo, onerando ainda mais a Previdência. Para diminuir esse fluxo, empresas precisam manter pessoas ativas por mais tempo.
  • Alto custo do funcionalismo público – Não podemos privilegiar nenhum setor. Todos devem ter direito aos mesmos benefícios. Chega de regalias.
  • Desemprego altíssimo principalmente nas duas pontas: recém formados e pessoas acima de 50 anos – Empresas precisam de planos para esse público. Com mais pessoas ativas, a economia aquece, o consumo aumenta e a roda gira.
  • Encargos trabalhistas altos, que impedem as empresas de contratar mais – Governo precisa de plano para desonerar a folha de pagamento das empresas, criando mais alíquotas baseadas no lucro x o investimento que fazem em programas para jovens e 50+. Não pode ser subemprego. Tem que ser plano de carreira com direito a todos os benefícios. Empresas que tiverem os percentuais definidos atingidos, terão descontos progressivos na carga tributária devida. O governo não perderá receita porque com o reaquecimento da economia , recolherá mais impostos e com a diminuição da pressão na previdência, pagará menos aposentadorias. Além disso, arrecadará mais com o aumento da alíquota das empresas que derem mais lucro. As alíquotas não podem ser as mesmas nem para PF, nem para PJ. É necessário criar mais faixas além das existentes.

Faz sentido para você?

 

Claudia Taulois – Publicitária, escritora, Founder da Engaging


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