Depoimentos

Acreditar que oportunidades melhores virão

“Durante minha trajetória profissional fui desligada uma vez e a experiência foi ruim pois gostava do lugar.

A questão emocional pesou muito e eu não tinha um plano B. Durou 3 meses, mas a experiência não mudou minha vida em nenhum aspecto.

Qual foi a principal lição aprendida? Que não basta ser profissional, outros requisitos estão envolvidos nessa decisão.

Minha dica para quem está passando por essa situação? Acreditar que oportunidades melhores virão.”

Andrea, 47 anos

A questão emocional é parte do jogo

Fui desligado 5 vezes: em 1995, 1996, 2000, 2004 e 2015.

Como sempre trabalhei em bancos, minhas demissões se deram por aquisições (de um banco por outro); e/ou por mudanças radicais (subsequentes) nas equipes das Diretorias, processo relativamente corriqueiro neste setor.

Neste sentido, nenhuma delas foi surpresa ou causou maiores problemas, tendo sido (em 3 desses 5 casos) até as datas de desligamento negociadas comigo. Experiência sempre desagradável, mas não traumática.

A questão emocional é parte do jogo. Você sabe que é competente, foi sempre bem avaliado, mas está sendo desligado. Contradição, que gera um pouco de confusão e insegurança, mas passageira.

Só tinha plano B da última vez, das outras ainda era relativamente jovem, e o mercado menos hostil. Fiquei, ao todo, 1 ano desempregado.

De 2015 para cá, depois que saí do último emprego, ainda não me recoloquei (2 anos e meio).

Minha vida mudou pois me aproximei mais da minha família, em especial da minha filha. Tive mais tempo para conviver com ela.

Principal lição: manter o network ativo. Na medida do possível, atualização profissional (cursos e palestras) e aprender coisas novas, preenchendo eventuais lacunas profissionais.

Dica: organização e disciplina na busca de novas opções e oportunidades. Não ligar o “modo kamikaze”. Pare, pense, planeje e parta para a ação.”

Jorge Correia, carioca, 59 anos, administrador de empresas, flamenguista, bancário durante 34 anos, em 9 diferentes bancos, simpático (como todos os cariocas…) e muuuuuittooo modesto… kkkk

O desligamento sempre partiu de mim.

“O desligamento sempre partiu de mim.

Nos 2 empregos anteriores ao atual, ambos após 5 anos de trabalho, pedi o desligamento pois não era aquilo que queria pra mim, queria algo mais a ver com minha área de humanas e que me desse gosto de sair pela manhã para trabalhar.

Fazer o que se gosta é essencial para um bom desempenho e crescimento profissional.

Não tinha um plano “B”, foi com a cara e a coragem e fui muito julgada por isso, pelos amigos e pela família.

Após sair do primeiro emprego(5 anos de trabalho) demorei menos de 2 meses para me recolocar e após sair do segundo emprego(5 anos de trabalho) demorei 4 meses para me recolocar.

Agora, estou num emprego estável há 27 anos e gosto muito.

Aprendi que oportunidades aparecem quando ficamos disponíveis e abertos a elas.

Para quem a está passando por essa situação, diria: Economize um pouco por mês, para que quando resolver trilhar novos caminhos você possa se manter por pelo menos 6 meses e tenha certeza de que esta é a decisão que você realmente quer e de que este seja o momento certo(levando em conta  a situação em que seu país esteja passando, economicamente falando).”

SS, mulher, 57 anos, solteira, Publicitária.

O que as pessoas estão achando da Engaging…

“Saiba que está ajudando e vai ajudar muitas pessoas. Acredito que seja seu propósito de Vida.
Só este e-mail já me fez agir! Ou seja, você já ajudou uma pessoa sem que ao menos conheça”.

Alexandre

Fizemos as mesmas perguntas para um grupo de pessoas e as respostas foram diversas. Veja abaixo:

Durante sua trajetória profissional, você já foi desligado alguma vez? Como foi essa experiência? A questão emocional pesou muito? Você tinha algum plano B? Quanto tempo durou? Essa experiência mudou sua vida em algum aspecto? Qual foi a principal lição aprendida? Daria alguma dica para quem está passando por essa situação?

“Nunca fui desligada porque sem trabalhei com contratos definidos, em uma grande empresa brasileira e em um banco estrangeiro. Então sabia que ia sair.

As experiências foram diferentes, eu aprendi muito em ambas, mas sinto que a valorização era menor na empresa, porque fazia coisas que não era para um jovem aprendiz.

No banco, tive a  uma pessoa que me ajudou muito quando entrei no mercado de trabalho e isso me fez aprender muito, já na empresa eu não conseguia mostrar meu potencial.

A questão emocional acho que foi meu ponto fraco. Eu não me sentia valorizada na empresa e só vivia chorando.

Durou 1ano e 10 meses na primeira e 1 ano e 2, na segunda.

Não tinha plano “b.

Mudou a minha vida, porque hoje eu sei como é que os subordinados se sentem quando não têm uma liderança que motiva.

A lição foi que eu sou mais forte do que eu imaginava.

A dica que eu dou é: faça o seu melhor na circunstância que está porque quando você sair, e vai sair, você pode dizer que deixou o melhor de ti lá e sua consciência vai estar tranquila.

Estou super otimista, fazendo meu canal e tenho sonho de ser palestrante. Estou na faculdade, o que está abrindo muito a minha mente.  Espero que o futuro seja maravilhoso.”

Qual é a sua motivação para ajudar ao próximo?

“Creio que uma das coisas mais importantes para ajudar alguém é saber ouvir. Infelizmente temos uma terrível tendência a só falar sem deixar que o outro se expresse.

Eu tento ouvir e provocar a pessoa a pensar e dizer aquilo que não vai bem. Principalmente quando se trata de alguém fechado e com dificuldades para se expressar. Eu creio que quando conseguimos colocar para fora tudo o que nos incomoda e conseguimos “nos ouvir” isso já é o inicio de uma melhora. Depois é claro, sempre dou minha opinião sobre o problema dividindo minhas experiências.

No mais com relação à ajuda no sentido do voluntariado, concentro meus esforços na causa animal que é o que mais me emociona e me motiva. “

Nadia Cecillon