Definitivamente: não é sobre ter likes

Grupo de Amigos tirando selfies
Imagem de rawpixel por Pixabay

Ontem, estava trabalhando nos meus textos e posts e fui surpreendida pelo alcance de um deles.

À princípio não tinha nada diferente. Coisas que penso e que escrevo sempre na Engaging. Mas nem sempre nas outras plataformas.

Quando nos abrimos mais, as pessoas se aconchegam e se mostram.

No final, é sempre sobre pertencimento. Sobre alguém nos dizer algo que faça sentido e que nos toque de alguma forma.

É por isso que desde pequenos somos adeptos de grupos. Talvez em muitas ocasiões nem gostássemos tanto de alguns, mas queríamos fazer parte.

Quem nunca sofreu por não ser parte de um determinado grupo da escola, do clube ou da turma do bairro? É possível que alguns se lembrem até dos nomes e das fisionomias.

Quem não pertence, não sabe o que acontece, não é convidado, não existe…

Parece forte, mas é assim que é.

Por isso é que dizem que as redes sociais são as culpadas por grande parte das nossas dores de hoje.

Parece que todos têm uma vida de sonho, menos você. A festa, as férias, a turma, o carro, as roupas, o emprego, o(a) namorado(a)… e por aí vai.

Ver e não fazer parte nos mostra toda a nossa insignificância, não é mesmo?

E queremos tanto que “aquela pessoa” nos veja e passe a nos admirar! Quem sabe assim não passemos a fazer parte do mundo que pensamos ser dourado e perfeito?

E nessa angústia, passamos dias a espera do “like” que possa mudar nosso destino.

Mas veja bem: nunca foi pelo “like” e sim pela vontade de pertencer!

Como o convite da festa, o carimbo no passaporte, a sonhada habilitação para dirigir, a carteira de trabalho assinada…

Estamos sempre a esperar uma aprovação que nos leve a outro patamar.

Que vida injusta!

Será que foi por isso que algumas redes sociais aboliram o botão mágico?

Li em algum lugar que isso nos colocaria num mesmo patamar e tendo a concordar, mas penso que a vida dos mais ansiosos tenha piorado bastante.

Como saber então se seus esforços estão sendo vistos e considerados?

Pois é…

Mas saiba que no final quem quer vai te enxergar.

Pare de buscar aprovação. Faça o que for bom para você. Viva para te satisfazer.

Faça seus passeios. Crie sua narrativa. Conecte-se com quem se importa, com quem faz contato.

Infelizmente, para algumas pessoas, dói demais mostrar apreço pelo outro. Para eles, só pagando cachê e vamos combinar que ninguém precisa de nada “fake”.

O que se vê na vitrine às vezes nem fica bom no nosso corpo. Aquela roupa velha e surrada com certeza vai te deixar mais confortável para experimentar as novas trilhas que surgirem quando você parar de esperar pela aprovação alheia.

Viver é melhor que assistir. Realizar é melhor que imaginar.

Quanto a pertencer a algo, seja você a abraçar quem chega.

Crie sua própria tribo e jamais se torne aquilo que um dia te fez sofrer.

 

#Estamosjuntos

Claudia Taulois – Publicitária, Escritora e Founder da Engaging

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