De que forma você toma decisões?

Gato olhando pássaro para dar o bote
Imagem de suju por Pixabay

Estou lendo um livro interessante do Daniel Kahneman que se chama “Rápido e Devagar, duas formas de pensar”, onde o autor nos dá uma visão de como nossa mente funciona e como tomamos decisões.

Ele diz que agimos com 2 sistemas. O sistema 1, que opera de forma rápida e automática, sem o controle consciente e o sistema 2, o qual necessita de concentração, precisa de mais tempo para analisar as informações e não age por impulso.

Ambos os sistemas estão ativos quando estamos acordados e quando são usados na hora certa, minimizam nosso esforço e otimizam a realização das tarefas.

Ao longo do nosso dia, temos que tomar várias decisões.

As decisões que são rotineiras e que exigem pouco esforço, são tomadas com o sistema 1 em ação, porém, quando precisamos tomar alguma decisão complexa, que exige análise da situação, o sistema 2 é ativado e assim conseguimos ser mais assertivos na tomada de decisão.

Por isso, é importante notarmos a forma que tomamos decisões no dia a dia.

Geralmente você tem tomado decisões por impulso e confiando apenas em sua intuição, ou ativa o sistema 2 toda vez que entende que precisa fazer uma análise antes de dar a palavra final?

A lei do esforço mínimo diz que, quando usamos nosso cérebro ou quando pensamos em algo, tendemos a usar o mínimo de energia possível, por isso, é muito mais fácil tomarmos decisões utilizando apenas o sistema 1 do que ficar a todo momento ativando o sistema 2 e por esse motivo estamos sujeitos ao efeito ancoragem, ou seja, ao evitarmos o uso do sistema 2, o cérebro limita a força da nossa inteligência, uma vez que o sistema 1 executa estimativas automáticas, porém às vezes, incorretas, sem a verificação do sistema 2.

Outro conceito interessante que aprendi é que quando estamos em uma situação tranquila, quando as coisas estão indo bem e não há riscos, o sistema 1 permanece funcionando, porém, quando há um problema, o sistema 2 precisa intervir, ficamos em estado de alerta, com menos conforto e aumenta nossa desconfiança.

Dessa forma, nossa consciência fica mais intensa para buscarmos uma forma de sair daquela situação e resolvermos o problema.

Para concluir, não há como dizer que um sistema é melhor do que o outro, pois tudo depende da situação que estamos vivenciando.

O sistema 1 pode ser o ideal quando precisamos tomar decisões rápidas no trânsito para evitar um acidente.

Já o sistema 2 é o ideal quando precisamos tomar uma decisão importante na vida.

O desafio e a tarefa de cada um é identificar quando devemos utilizar um ou outro para tomarmos decisões com segurança e aumentarmos nossas chances de sucesso.

Lívia Netto

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