Como não morrer na praia?

Homem nadando na rua
Imagem de Comfreak por Pixabay
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Esse parece ser um título ousado para quem nunca aprendeu a nadar. Não é mentira, eu realmente não sei.

Mas sobreviver é um instinto da natureza humana e mesmo com braçadas incertas, acredito que não desistiria enquanto tivesse força e muito menos, se estivesse perto da praia e de minha salvação.

Ainda assim, até agora, não falei nenhuma novidade, não é mesmo?

O fato é: como fazer para não morrer na praia, de verdade?

Pois, bem! Para dar essa resposta, precisarei divagar um pouco.

Meu espírito empreendedor se manifestou cedo. Por volta dos 10 anos, em muitas ocasiões me aventurava a fazer bolo (hoje não faço mais). Depois, ia para a porta de casa e vendia com refrigerante para os vizinhos e as pessoas que passavam na rua. Outros tempos…

Na mesma época, fazia aula de cerâmica. As peças, dava ou vendia para os parentes e em bazares de Natal.

Um pouco mais velha, ganhei um Concurso literário. Foi uma das minhas maiores alegrias, afinal a escrita já pulsava em meu coração.

Deveria ter investido mais nisso, mas eu já tinha, no entanto, um pé na adolescência e a crença de que poderia tudo, não era tão forte. Os sabotadores já me rondavam e optei por uma profissão que parecia mais promissora. Como se isso fosse possível, mas muitos são os dogmas! Enfim…

Já adulta, tive muitas ideias… que foram ficando no papel. Em algumas cheguei a investir tempo e um certo dinheiro, mas acabava sempre desistindo. Em outras palavras, morrendo antes de chegar na praia.

E sabe por que isso acontecia? Porquê minha versão adulta sabotava a criança ousada e destemida que habitava o meu ser, sem que eu me desse conta.

Desistir parecia o caminho mais fácil e óbvio simplesmente porque a orla parecia distante e as ondas, assustadoras.

E como é frustrante ser derrotado por você próprio!

A morte travestida da vergonha e da mediocridade é só consequência. Mas é uma opção que fazemos!

Quando compreendemos que somos os únicos responsáveis por tudo que nos acontece, conseguimos dar tantas braçadas quanto forem necessárias para cumprir nossa missão!

Em resumo: desperte a criança que mora dentro de você!

Esse ser que um dia fomos e que abandonamos em algum lugar escuro, não desiste nunca. Essa pessoinha acredita em sonhos, no impossível e na capacidade de fazer acontecer.

Olhar para ela é reconhecer a nossa essência e a nossa força. É o caminho mais seguro para não sucumbir antes de chegar na segurança da areia!

Espero ter respondido à questão inicial desse artigo e dado a você, esperança e força para retomar seus projetos e nadar de braçada em busca dos seus sonhos.

 

 

Menino saindo do mar

Imagem de DanaTentis por Pixabay

 

Claudia Taulois

 

 

 

 

 

 

 

 


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