As dores humanas e as necessidades biológicas nos tornam verdadeiramente iguais.

Somos todos iguais
Imagem de Devanath por Pixabay
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Ultimamente o mundo tem estado bastante polarizado e temos a sensação de estarmos o tempo todo fazendo escolhas que sejam totalmente excludentes de uma outra possibilidade qualquer. Tudo parece ser preto ou branco e temos até medo de manifestar um gosto pelo cinza.

Desde os primórdios, querem nos separar pelas desculpas e motivos mais variados, nos “etiquetando” como diferentes, mas não somos e jamais seremos! Ao nos separarmos, nos enfraquecemos e somos manipulados com mais facilidade. Uma sociedade unidade pensa e cresce junto e é nessa premissa que eu acredito. Isso não impede, no entanto, de termos opiniões, escolhas e gostos divergentes, que devem ser respeitados.

Um traço cultural e social com certeza, mas tenho esperança que nossa natureza nos salve em algum momento. Somos todos iguais em nossa constituição biológica. Nossos orgãos vitais são os mesmos e precisam das mesmas coisas e estímulos para funcionarem.

De uma maneira bem primária as necessidades e sentimentos são muito similares: frio, fome, sede, sono, medo, dor, instintos de sobrevivência.

Às vezes parecemos imunes aos problemas do dia a dia, que pela quantidade e repetição acabam criando um efeito anestesiante. Mas explica o motivo pelo qual sejamos solidários em momentos de tragédias.

Quando a dor grita no outro, respinga em nós, naquela parte humana e biológica que ficam adormecidas, mas latentes, afinal estão intrinsecamente ligadas.

A felicidade pode ser diferente para cada um conforme suas vivências. Mas é pelo sofrimento que nos reconectamos e que nos fazemos próximos.

Portanto, pouco importam o gênero, idade, etnia, local de nascimento, classe social, profissão, opção sexual e etc. As dores humanas e as necessidades biológicas nos tornam verdadeiramente iguais. Se somos todos iguais, não podemos ter perspectivas tão diferentes. Não queremos esmolas, nem cotas que são no final, fontes de preconceito. Precisamos de políticas sérias e de um mundo que reflita essa realidade com urgência, e que seja justo e humano!

E assim sendo, não devemos ter vergonha de nossas fraquezas e vulnerabilidades. Elas fazem parte de nossa jornada e não há quem não possa entendê-las.

Obviamente que quem já vivenciou, compreende melhor. Mas mesmo aquele que não tenha passado por algum momento difícil, pode entender, afinal ela habita o nosso consciente e inconsciente coletivo.

De uma maneira bem simplória, mas visual, podemos exemplificar com as histórias infantis que desde sempre apresentam para as crianças os vilões e os heróis, assim como suas características.

Não há quem não saiba distinguir entre o bem e o mal. Entre boas e más práticas.

E um herói não precisa de muito para fazer o bem, assim como o oposto também é verdadeiro.

Expandindo um pouco a linha do pensamento e saindo do campo das pessoas, para a sociedade, chegamos facilmente nas questões relacionadas ao trabalho, que são hoje o foco de tantos problemas, afinal as pessoas precisam ganhar o pão de cada dia para manter suas necessidades básicas de sobrevivência e a falta do mesmo, além do aspecto econômico, desencadeia distúrbios emocionais e de saúde.

Assim, não há como não mencionar esse aspecto. E o ponto é que as empresas são feitas por pessoas, mas nem sempre todas estão sintonizadas pelos mesmos padrões morais e éticos, corrompendo e colocando em risco, toda uma estrutura.

Importante mencionar que ninguém esquece o que é certo ou errado ao exercer um cargo determinado e as mesmas questões que podemos nos fazer como indivíduos, podemos aplicar também no nosso papel corporativo.

O bom é que o consciente coletivo tem cada vez mais, despertado para a necessidade de alguns ajustes e mudanças e essa demanda acaba sendo uma realidade que a sociedade irá impor cada vez mais às empresas.

Não à toa as empresas que tenham um foco mais humanizado e que beneficiem todos os stakeholders, tenham um desempenho melhor.

Quando comparadas às 500 Maiores Empresas do Brasil, avaliando a rentabilidade acumulada, nota-se que o desempenho financeiro das Empresas Humanizadas do Brasil (EHBR) é seis vezes superior no longo prazo.

“As Empresas Humanizadas são movidas por paixão e por um propósito evolutivo, e não por dinheiro. Elas geram impacto, valor compartilhado e prosperidade para todas as partes interessadas do negócio – clientes, investidores, funcionários, parceiros, comunidades e sociedade. Elas agem de maneira poderosamente positiva para que as partes interessadas as reconheçam, valorizem, confiem, admirem e até tenham uma relação de amor. E assim, elas tornam o mundo melhor pela maneira como fazem negócios – e o mundo responde. Os resultados obtidos comprovam que elas naturalmente são mais lucrativas, e criam regras radicalmente novas, gerando um novo significado de sucesso nos negócios: o valor compartilhado.”

Muitas empresas já estão nessa sintonia e muitas outras virão também pela necessidade de sobrevivência.

Mas enquanto isso não acontece, pense nas contribuições que você pode fazer como pessoa e como profissional:

  • Ajude um amigo ou conhecido sempre que possível com conhecimento, indicação ou escuta ativa;
  • Seja ético, responsável, humano e empático;
  • Faça sempre o seu melhor;
  • Não se omita perante injustiças, abusos ou práticas indevidas;
  • Consuma apenas de empresas éticas e que tenham práticas e condutas admiráveis;
  • Avalie a cultura da empresa para a qual pretende trabalhar;
  • Resgate seu lado humano e use-o sem moderação.

Eu acredito na mudança. E você?

Faça a sua parte!

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#Estamosjuntos! #MIH

 

Claudia Taulois


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4 Comments
  1. Muito bom e atual o texto

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  2. Oi Guilherme. Que bom que gostou! Obrigada por participar.

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