Não deixe sua batata assar. A melhor hora de procurar um emprego é estando empregado!

batatas assando no carvão
Imagem de Monsterkoi por Pixabay

Qual é a melhor hora para se procurar um emprego?

Não deixe sua batata assar. A melhor hora para se procurar emprego é estando empregado.

Quem deixa para agir só na hora do desespero pode enfrentar grandes dificuldades, afinal o mercado está parado e temos no momento em torno de 28,324 milhões de pessoas sem ocupação ou sub utilizadas (desempregados + desalentados + subocupados – Abril/19).

Mas quem realmente o faz da forma que tem que ser feito?

O fato é que ir atrás de uma nova posição requer estratégia, dedicação e tempo.

Assim, geralmente nos acomodamos em nossos cargos e posições por inúmeros motivos.

Quando pensamos que 60% dos profissionais não estão felizes em sua atual ocupação, fica ainda mais estranho entender o porquê de só agirmos quando em uma situação de risco ou de necessidade mesmo.

Talvez a psicologia possa nos dar mais respostas desse comportamento, mas essa não é a proposta desse artigo.

A ideia aqui é lhe despertar para essa necessidade e que você possa acima de tudo sair da inércia e viver sem medo e de acordo com o que te move verdadeiramente.

Quando estamos à frente planejando nossa vida de forma ativa, dificilmente somos pegos desprevenidos.

Quem tem essa visão geralmente preocupa-se também em ter uma reserva financeira que suporte momentos de crise, que são inerentes à nossa vontade e que podem acontecer com qualquer pessoa.

Além desses pontos tem a questão da remuneração salarial.

Uma pessoa que está desempregada tem menos espaço de negociação do que o profissional que negocia uma vaga estando empregado.

Outro ponto interessante de se observar é que uma pessoa que tem iniciativa e não se acomoda, está sempre atualizada com a transformação do mercado, o perfil do profissional desejado e a transformação digital que vem mudando completamente as relações e as carreiras.

A palavra de ordem é capacitação. E precisa ser constante. O que funciona hoje não necessariamente funcionará amanhã.

O profissional ultra qualificado de ontem que era expert em um determinado assunto não será mais tão relevante se não tiver competências complementares.

Acima de tudo e de toda a revolução tecnológica, o mundo hoje pede pessoas com habilidades humanas.

E esse é um grande progresso!

Demorou muito tempo, mas finalmente descobriram que além de carne e osso temos também coração!

O que deveria ser o princípio básico de tudo tem hoje um peso importante. As famosas “soft skills” são as aptidões mentais, sociais e emocionais.

Portanto, está na moda ser educado, ético e relacionar-se bem com as pessoas.

Pois bem, tendo então mapeado as coisas importantes, é necessário ter muita vontade e determinação para exercer esse papel mais atuante.

Esse processo ao meu ver, tem 3 pilares fundamentais: emocional, organizacional e prático.

No emocional, confrontamos nossos medos e anseios. Muitas pessoas não conseguem dar o próximo passo justamente por não ter essa parte bem resolvida.

Sem essa autoconfiança é complicado sair da inércia.

O ponto é que isso é fundamental cedo ou tarde e melhor que seja de forma preventiva e não quando o leite estiver derramado.

“Como diz o ditado: Melhor no amor do que na dor.”

A primeira questão então que você precisa identificar é: O que te impede de agir e de tratar a sua carreira de forma estratégica?

Algumas opções:

  • Medo de se arrepender
  • Medo do desconhecido
  • Comodismo
  • Não saber o que quer verdadeiramente
  • Não ter ideia de como planejar a carreira
  • Preguiça

Não fuja desse confronto. É importante se conhecer e aceitar os defeitos que lhe impedem de seguir.

Só assim será possível eliminar as amarras e crenças limitantes.

O próximo passo será mapear seus pontos fortes e fracos e investir nas competências que precisa adquirir.

Enfrente os medos de uma vez por todas!

Cuidar das questões emocionais lhe trará a confiança que será fundamental no seu processo de busca e nas entrevistas.

Uma vez equacionada a questão, devemos pensar em organizar a nossa vida para que esse processo se dê sem solavancos.

Pontos de atenção:

  • Ter um orçamento controlado;
  • Fazer reserva financeira;
  • Estudar e aprender novas habilidades e competências;
  • Mapear tudo que possa trazer tranquilidade para sua transição;
  • Investir também em hobbies e coisas que lhe tragam prazer;

Nessa reciclagem será possível descobrir verdadeiras paixões que podem trazer muitas pistas sobre seu futuro profissional.

Definir para onde quer seguir pode ser bem desafiador e ao mesmo tempo trazer grandes descobertas e felicidade.

É possível que realize que a sua insatisfação no trabalho seja devido a sua atividade atual não lhe trazer satisfação pessoal.

Portanto, nessa fase invista em:

  • Cursos de reciclagem: foco pessoal e profissional;
  • Atualizar-se nos temas gerais e nos relacionados a área de atuação;
  • Refazer o perfil do LinkedIn e o CV, observando os padrões atuais. Em relação ao LinkedIn, passe a seguir pessoas da área de interesse para estreitar e aumentar as possibilidades de relacionamento.
  • Escrever artigos que mostrem sua expertise;
  • Trabalhar o networking. Essa questão é muito importante e não apenas um modismo;
  • Interagir, mostrar interesse e dar contribuição em debates e discussões que estejam no seu foco de atenção;
  • Olhar para o lado. Ajudar quem precisa;
  • Mostrar gratidão sempre. A energia é contagiante;

É, essa é uma fase que exige bastante da pessoa. Mas sendo bem feita os frutos também serão.

Muitas pessoas, pela necessidade ou por não fazerem essa parte como se deve, acabam ingressando em empregos que no curto prazo já lhe trarão a mesma sensação de desconforto.

Portanto, invista tempo e energia para que você sedimente bem a base daquilo que lhe sustentará não apenas financeiramente, mas emocionalmente também.

Pois bem, com tudo esclarecido é hora de definir o caminho. O que fazer? Nessa altura você já sabe o que quer. Mas precisa saber como chegar lá.

Se vocês se lembram do início desse artigo eu comentei que eram três fases, afinal é preciso sair do conceito e ir para a parte prática. Hora da ação!

Pode ser que você queira continuar na mesma área, mas em outra empresa.

Ou então mudar de atividade, mas continuar trabalhando em empresas no sistema de CLT.

Há quem prefira ter mais liberdade e escolha atuar como Consultor, autônomo ou CNPJ.

Para quem decidir empreender existem também algumas opções: sozinho ou por meio de franquia.

Enfim, o que não faltam são opções.

Mas para tudo é necessário um planejamento e cercar-se de pessoas que lhe ajudem nessa tarefa: tanto para lhe apresentar em uma empresa como para lhe ajudar a estruturar a sua, ou ainda indicar a uma vaga de emprego.

Parcerias são fundamentais e se você solidificou e aumentou as suas durante a fase da organização, conseguirá seguir com mais segurança.

O bom é ter um Norte e nessa altura, acredito que você não tenha mais dúvida de onde quer chegar.

“Winter is coming”.

A famosa frase de “Game of Thrones” estará sempre em nossa memória a nos lembrar que não podemos esmorecer.

Mesmo como toda a lição de casa feita, ainda teremos desafios, fases de luta e insatisfações, porque assim é a vida.

E ela será tão melhor ou pior quanto a nossa capacidade de antecipação aos tempos de vacas magras.

Sim, o inverno é inerente, mas podemos sobreviver a ele.

Que sejamos como as formigas que encontram o inverno com uma despensa cheia pelo trabalho realizado nas outras estações.

Viveremos mais tempo e ter uma vida ativa que proporcione segurança e satisfação, são condições essenciais para a dignidade humana.

É claro que nada é tão fácil e tão simples como escrever essas linhas e nem todas as pessoas têm um perfil desbravador.

Portanto, lembre-se que há solução para isso também.

Todas as questões aqui levantadas, sejam elas de ordem emocional, organizacional ou prática, podem e devem ser apoiadas por meio de um trabalho com especialistas:

  • Para quem tem dificuldade emocional: psicólogos e coaches;
  • Para as questões organizacionais: coaches, especialistas financeiros, escolas e etc;
  • Para a parte prática: jobhunters, advogados, consultores e etc.

O mesmo raciocínio pode ser empregado para quem deixou a batata assar e precisa encontrar uma nova ocupação sem estar empregado.

A única diferença é que as condições são mais adversas no sentido da urgência. A pessoa não tem tanta margem para negociação e para escolher com tranquilidade.

Mas o ideal é que faça esse mesmo raciocínio.

Portanto, que não haja inércia. A hora é agora!

Temos muito trabalho a ser feito.

Claudia Taulois

A Engaging – www.engaging.com.br – é uma rede social de empatia para pessoas em fase de transição profissional, que estejam em busca uma nova posição, desafios e propósito.

Com a ajuda de conteúdo dedicados e parceiros especializados nas mais diversas especialidades, queremos estar ao seu lado em todas as fases de sua transição.

Faça parte.

#Estamosjuntos

 

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