A chave da perseverança é essa.

Chave com porta entreaberta
Foto: Pixabay
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A chave de tudo está dentro de você.

Todo mundo sabe que perseverar está na personalidade de uma pessoa.

Mas você já pensou que pode estar sabotando a sua força de vontade sem perceber?

Isso tem muito a ver com seu modelo mental, com a forma como você enxerga o mundo e percebe sua capacidade de transformar a sua realidade.

Quantas vezes você já usou a frase “não era para ser”?

Se for como eu já deve ter dito isso no mínimo uma centena de vezes.

O mais engraçado é que não sou religiosa e vejo pessoas de todas as religiões e até ateus dizendo a mesma coisa quando alguma coisa não acontece da forma como esperavam.

No meu caso, eu comecei a perceber que passei a falar assim após a saída da universidade.

Toda a minha vida acadêmica foi bem fácil para mim, eu conseguia as notas mais altas, era elogiada pelos professores, tinha uma sensação de sucesso e realização.

Só que a vida adulta é muito maior do que a escola e foi aí que comecei a perceber que nem sempre as coisas acontecem da forma como eu gostaria.

A busca de emprego testa sua crença em tudo. Em Deus, na vida e, principalmente, em você mesmo.

Bom, pelo menos foi assim para mim.

Eu achava que rapidamente as pessoas iriam perceber minha excelência técnica, então se eu tinha um retorno negativo numa entrevista de emprego eu logo pensava – não era para ser.

Essa empresa deve ser horrível com os funcionários. Ou – deve ter algo melhor me esperando e se eu entrasse nessa empresa perderia essa oportunidade.

Naquela época talvez eu não estivesse preparada para encarar essas frustrações e esse tipo de pensamento me acalentava, porque mantinha a confiança na minha capacidade intelectual.

E por muito tempo eu usei desse artifício que, se por um lado me trazia confiança, por outro me privava de um grande aprendizado.

Eu acabei abrindo mão de coisas que eu realmente queria porque não fui capaz de tolerar essas frustrações.

Mas eu só percebi isso quando, num momento de autocrítica, eu descobri que era pouco persistente.

Como eu achava que tinha muitos talentos, se algo era muito difícil, eu abria outro caminho, mas isso começou a me prejudicar, porque eu estava sempre começando um projeto, nunca finalizando.

Foi aí que eu parei de tapar o sol com a peneira e comecei a observar o que as pessoas que são perseverantes faziam  diferente de mim.

E eu reparei que elas, sendo religiosas ou não, usam muito mais outra frase – ‘ a vida/Deus está me testando’.

Eureca! Duas pessoas, frente à mesma situação de frustração, que acreditam no mesmo Deus, têm a mesma religião, podem se portar de formas completamente diferentes e, claro, ter resultados diferentes.

Então, eu cheguei à conclusão de que não vale a pena tentar interpretar o que Deus ou o destino traçou para nós se nunca teremos acesso real a essa resposta.

A única coisa que podemos fazer frente a uma frustração, é decidir conscientemente se vale a pena perseverar ou abandonar o objetivo, observando os fatos, sendo eles acontecimentos ou seus sentimentos.

A chave para perseverar é, então, se conhecer. Saber como você julga o seu poder de mudar o que aconteceu com você.

Qualquer outra estratégia vai falhar, se mantiver o mesmo modelo mental, passivo.

Pode ser que você não diga exatamente “não era para ser”, só observando sua reação a cada frustração que você vai ser capaz de perceber se a forma como encara o que sai do esperado está te prejudicando ou não.

Nas palavras de Bukowski:

“As pessoas que resolviam as coisas em geral tinham muita persistência e um pouco de sorte. Se a gente persistisse o bastante, a sorte em geral chegava. Mas a maioria das pessoas não podia esperar a sorte, por isso desistia”.

Carol Palombini

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