Essa semana me deparei com um conflito interior. Eu me fiz essa pergunta: – Quem eu sou? Estava vivendo uma indefinição interna. Não estava claro para mim, um nome, uma definição de quem eu verdadeiramente sou. Desde que houve a integração dos meus polos feminino e masculino, desde a totalização do meu ser, que não consigo encontrar uma só palavra que me defina. Isso me angustiou, me trouxe tristeza, como se mais uma vez, uma palavra ou uma profissão fosse suficiente para me definir. Mais uma vez, me confronto com a percepção da minha criança interior, buscando a adequação aos padrões culturais para ser aceita. Meu ser não suporta mais viver nesses padrões. Não consigo mais negar a mim mesma. Mas o medo de não ser aceita por ser quem eu verdadeiramente sou, também me assola. Por isso, vivia tentando me equilibrar em uma balança, ora administrando as necessidades do meu ser, ora administrando as demandas profissionais, tentando me adequar aos padrões para ser aceita pelo meu público alvo. Isso é angustiante! Tentar me adequar, para ser aceita. Não aguento mais. Hoje dou um basta nisso. Hoje resolvo essa questão.

Diariamente, realizo práticas de meditação. Faz parte da minha rotina de desenvolvimento pessoal. A meditação me ajuda a me conectar comigo mesma. Na meditação eu me desligo do mundo, das exigências, das cobranças. Apenas SOU, apenas existo, apenas sinto. Na meditação, os olhos da minha consciência se direcionam apenas para um lugar, para quem EU SOU. Ao mergulhar em mim mesma, eu encontro com a verdade. A verdade de quem eu realmente sou. Sem rótulos, sem adequação, sem anulação, sem julgamentos, sem apontamentos, sem necessidades de agradar, sem me perder de mim mesma. Na meditação, eu me encontro com quem verdadeiramente sou.

E foi justamente hoje, no dia que vos escrevo, que tomei consciência, a partir da meditação, que uma palavra apenas não me define. Uma palavra apenas, não é o suficiente para me descrever. Uma palavra apenas me limita e me restringe. Hoje, percebi que não preciso me definir em uma palavra apenas. Hoje percebi que sou muito mais do que apenas uma palavra. Sou um complexo, completo, único e indivisível ser. Na complexidade de criação do ser humano, verdadeiramente uma palavra apenas, não distingue, não descreve, não define. Uma palavra apenas, limita, restringe, castra a imensidão do SER humano. Uma palavra apenas, enquadrada nos padrões culturais da sociedade, além de não me definir, não me representa. Decidi não andar mais no caminho da busca por aceitação. Decidi abandonar os padrões, decidi viver conforme quem sou e no que eu acredito.

A Física quântica, entende e compreende que tudo é energia. Tudo o que foi criado, o mundo ao nosso redor e a nossa própria existência é energia. Podemos compreender o ser humano ao olharmos para uma pilha, um objeto de energia que possui duas polaridades opostas e complementares. O ser humano também é assim, segundo o olhar da Física Quântica. Um ser composto de dois polos opostos, mas que fazem parte do mesmo ser, possuindo uma polaridade positiva e o seu oposto, uma polaridade negativa.

Podemos olhar para a pilha e fazer uma analogia com a psique, com a mente humana. Podemos compreender que a polaridade negativa pode se expressar, ser percebida, através de emoções e sentimentos como tristeza, medo, angústia e ansiedade, mas que também possui uma polaridade positiva e oposta como a alegria, a paz, o amor. Viver é aprender a se equilibrar entre as duas polaridades. Foi a partir deste conhecimento da Física Quântica, que entendi e percebi que sou dois polos. Segundo a visão Junguiana do SER, o ser humano possui dentro de si, dois polos(arquétipos), um feminino e outro masculino. Tanto a mulher possui o polo(arquétipo) masculino quanto o homem(arquétipo) possui o polo feminino. Jung chama de arquétipos e não de polos, usei a palavra polo apenas para gerar entendimento.

Compreendi que mesmo não atuando mais na área de Administração de Empresas, minha primeira formação e uma grande paixão, também sou Psicanalista. Não encontrei uma palavra que descrevesse esses dois aspectos de quem eu sou. Apesar de a Psicologia ter contribuído bastante para o desenvolvimento da Administração como ciência, ainda não havia percebido, que não precisava separar as duas ciências(faculdades) do meu ser. Pelo contrário, percebi que as duas ciências(faculdades), formam meus dois polos, constituem meus dois arquétipos. A ciência psicológica constitui meu arquétipo feminino e a ciência administrativa constitui meu arquétipo masculino. Percebi que não sou 100% psicanalista, porque me falta o outro aspecto de quem sou, o aspecto desenvolvimentista e visionário que a Administração me proporciona.

A partir deste entendimento, compreendi que sou Psicanalista, mas que não atuarei segundo a visão tradicional. Sou psicanalista porque fui me constituindo a medida que vivia a Psicanálise. A Psicanálise ampliou meu olhar e entendimento do ser humano, me auxiliando na compreensão da subjetividade humana. Como também sou uma Mentora, pois a Administração me possibilitou desenvolver essa faculdade(capacidade). Sou mentora porque tenho a capacidade de influenciar, orientar e direcionar pessoas a se desenvolverem em seus aspectos individuais para alavancarem suas vidas pessoais e profissionais. Sem a visão Junguiana, sem o entendimento que esta teoria me proporcionou, não teria compreendido que não preciso ser apenas psicanalista, que não preciso ser apenas administradora, ou mentora, ou vendedora, ou marqueteira. Posso, sim, ser tudo o que sou, sem precisar de apenas uma palavra para definir.

Mas por quê tudo isso? Precisava esclarecer não apenas para mim mesma, mas também para a comunidade Psicanalítica, que não atuarei no mercado de forma tradicional, mas que me utilizarei da Teoria Psicanalítica para auxiliar e desenvolver pessoas no âmbito do SER. Eu me utilizarei do amplo leque de Teorias da Psicologia(pois faço faculdade de Psicologia) para auxiliar mulheres na reconstrução de si mesmas, mas que precisarei atuar como Mentora para alcançar esse objetivo, pois a Administração me possibilitou desenvolver as habilidades e competências técnicas que me permitem usar as duas ciências.

Nesse contexto, vos apresento minha MENTORIA, um processo de desenvolvimento pessoal para alavancagem profissional. O objetivo é desenvolver, a partir da definição de um objetivo profissional, as habilidades e competências pessoais para se atingir o resultado. Nessa mentoria, o EU SOU profissional é desenvolvido a partir do EU SOU pessoal. Não há separação entre os polos, pelo contrário, os polos são indivisíveis. Na mulher o polo feminino é o EU PESSOAL e o polo masculino é o EU PROFISSIONAL e a interação dos dois polos, como num ballet perfeito entre um homem e uma mulher, formam a totalidade do ser e finalizam o processo de individuação segundo nos ensina o Psiquiatra Suíço Carl G. Jung. Para quem é esta mentoria? Para estudantes de Psicologia(último ano), para psicólogos(as), para recém-formados e para profissionais que queiram dar uma guinada na carreira ou um upgrade na renda mensal. Para mais informações, fale comigo aqui!

Giancarla Costa – Psicanalista, Especialista e Colunista da Engaging