“… Está escuro, frio, não há iluminação suficiente. Estou num labirinto subterrâneo. O chão e as paredes são de terra. Ando, mas não consigo enxergar muito a frente. De repente, uma porta. Não! Uma parede. Uma parede com uma porta desenhada. Não há saída. Tento voltar nesse labirinto, e não consigo. Não existe mais passagem de volta.” Relato de um sonho de um paciente em análise.
 
Perder o sentido da vida na maioria das vezes, é como estar num labirinto. Um labirinto existencial. Nada faz sentido, nada tem valor, não sei quem sou, não vejo saída, não tenho esperança. Só sinto angústia, medo, ansiedade e dor. Um vazio que cabe a todos e tudo. Não tenho ânimo, força, coragem nem motivação.
Para o psiquiatra austríaco Viktor Frankl, o sentido da vida relaciona-se diretamente ao significado e valor que cada ser humano atribui às suas próprias experiências. O significado da vida não é universal ou global, mas individual, pessoal e intransferível. Varia de pessoa para pessoa e para ser encontrado precisa-se fazer uma viagem interior.

O próprio Frankl viveu uma experiência devastadora, quando aprisionado nos campos de concentração na Segunda Guerra Mundial. Em seu livro “O homem em busca de sentido”, Frankl sustenta a ideia de que mesmo em circunstâncias difíceis e/ou calamitosas, o ser humano é capaz de dar sentido à própria dor e adversidade, tendo a oportunidade de transformar a própria tragédia em superação e conquista.

Situações difíceis como mortes, acidentes, abusos, abandono, rejeição, traições, separações, quebra de empresas, endividamento, humilhação pública e vergonha, são adversidades que causam destruição não só física, mas que também provocam destruição psíquica e emocional. São situações como estas que podem levar o ser humano a sentir um grande vazio, uma falta de sentido, de propósito. Uma perda de identidade.
– “Não sei mais quem eu sou. O que tinha valor para mim, foi destruído. Olho para o que foi perdido, destruído e não consigo reaver. Nada do que eu faço, muda a situação. A dor me dilacera a alma. Não suporto mais. Pensamentos de morte me rodeiam. Passo a desejar a morte como o mais saboroso dos manjares.”
A perda do sentido da vida é algo muito profundo, é como andar por um labirinto sem saída. É perder a si mesmo. É não se conhecer nem se reconhecer mais. É como se houvesse dentro de si um denso e árido deserto existencial. O que fazer!? Será que existe uma saída!? Será que existe uma solução!?
Sim! Segundo Viktor Frankl, há uma saída sim. A busca do sentido da vida é uma motivação primária de todo ser humano. Na verdade, a busca pelo sentido da vida é a essência dela mesma. É preciso percorrer um caminho de volta, uma viagem em busca de si mesmo, para se conhecer. O sentido da vida é o que verdadeiramente somos.
Nós nos perdemos, nos desconectamos de nós mesmos, passando a focar no outro ou em um objeto, ou em um objetivo. Nunca somos nosso próprio objeto de desejo, nunca somos nosso próprio objeto de amor. Passamos a dar valor e sentido à vida a partir do valor e significado que atribuímos a alguém (amado), ao trabalho ou a objetos (carros de luxo, mansões, etc.). Ao perder qualquer coisa ou pessoa que tenha valor e/ou significado, perdemos o sentido da vida. Por isso se faz necessário uma viagem em busca de si mesmo. Olhar para si e ir em busca de respostas, de conhecimento, de solução, de uma nova perspectiva.

Segundo Frankl, o ser humano tem a necessidade de fazer algo com a sua vida, não apenas bom, mas que seja feito por ele mesmo, atribuindo um sentido à vida, escrevendo com liberdade o próprio destino. Para o psiquiatra suíço Carl Jung, o homem precisa encontrar um significado para continuar o seu caminho no mundo, sem esse significado, está perdido em uma terra de ninguém. 

A existência é uma construção que desconhece fim. Viver é um eterno movimento de construir-se e desconstruir-se. Conhecer a si mesmo é uma questão de sobrevivência nessa selva de pedra. Seja seu melhor projeto. Lance-se ao futuro. Seja sua melhor versão. Encontre dentro de si mesmo as respostas para se reconstruir. Seja livre para viver e conquistar.

Se precisas realizar uma viagem em busca de si mesmo, eu posso te auxiliar nessa jornada, já a percorri. Não vou falar que foi fácil. O caminho não é asfaltado, não é plano, não é tranquilo, mas é um caminho transformador, libertador e curativo. Um caminho que te revela a ti mesmo. Inicie hoje mesmo essa jornada, você pode falar diretamente comigo, clica no link. Te espero lá!

Giancarla Costa – Psicanalista, Especialista e Colunista da Engaging