Nossa história e o legado que construímos são as únicas coisas que ficarão de cada um de nós quando tivermos partido.

 

Isso, no entanto, dependerá da memória e do saber daqueles que nos conheceram e amaram, ou seja, seremos perpetuados a partir de narrativas alheias, que se iniciam muito antes de nossa existência.

Como você quer ser lembrado?

A influência de quem somos, remonta nossos ancestrais, afinal cada um vai deixando uma parte importante de si que configura um padrão de valores e ensinamentos, passados de geração em geração. Sem contar o DNA, que como diziam meus vós, “não é água” e carrega milhões de informações que nos marcam imensamente.

Ao pensarmos no início da nossa história pessoal, podemos dizer que ela começa muito antes do nosso nascimento. Ela se dá no momento em que nossos pais resolvem nos conceber. Aconteceu por acaso? Foi planejado? Já estavam casados há muito tempo? Foi uma gestação tranquila? Quem estava presente no dia do nascimento?

Visto que nossa memória mais antiga remonta aos nossos três ou quatro anos, apesar de Freud afirmar que as memórias da primeira infância ficam, sim, guardadas no cérebro, temos um grande período de nossa vida que conhecemos pelas histórias que nos contam.

 

 

“Sou eu que vou seguir você
Do primeiro rabisco até o bê-a-bá
Em todos os desenhos
Coloridos vou estar
A casa, a montanha, duas nuvens no céu
E um sol a sorrir no papel
Sou eu que vou ser seu colega
Seus problemas ajudar a resolver
Te acompanhar nas provas bimestrais
Você vai ver
Serei de você confidente fiel
Se seu pranto molhar meu papel
Sou eu que vou ser seu amigo
Vou lhe dar abrigo
Se você quiser
Quando surgirem seus primeiros raios de mulher
A vida se abrirá num feroz carrossel
E você vai rasgar meu papel
O que está escrito em mim
Comigo ficará guardado
Se lhe dá prazer
A vida segue sempre em frente
O que se há de fazer
Só peço a você um favor
Se puder
Não me esqueça num canto qualquer
Só peço a você um favor
Se puder
Não me esqueça num canto qualquer”

 

E como é gostoso escutar sobre nosso nascimento, o(a) melhor amigo(a), nossas primeiras conquistas motoras e linguísticas, gostos, travessuras, e tanto mais! Comportamentalmente, fomos crianças dóceis ou birrentas? Sorridentes ou choronas? Quietas ou falantes? Calmas ou levadas?

Precisamos ter em mente também que nossa infância é totalmente marcada pela influência de nossa família: pai, mãe, irmãos, avós, tios, primos, amigos próximos da família e dos grupos com os quais convivemos: escola, vizinhos, clube, igreja, etc. Ou você acredita que torce para seu time do coração por obra do acaso?

Por outro lado, na adolescência, passamos a ser imensamente impactados pelo grupo ao qual pertencemos e pela sociedade: meios de comunicação, influência cultural, moda, etc.

Geralmente, é quando vivemos as primeiras experiências amorosas e sexuais. Quem foi nosso primeiro amor? O primeiro beijo? A primeira noite de amor foi boa ou traumática?

Fomos um adolescente rebelde ou obediente? A relação com os pais e familiares era boa? Tirava boas notas ou é melhor nem lembrar desse detalhe?
Teve uma intensa vida social ou foi mais recluso e tímido? O que te movia verdadeiramente? Festas? Esporte? Viagens? Drogas? Álcool?

 

“Todos os dias quando acordo
Não tenho mais
O tempo que passou
Mas tenho muito tempo
Temos todo o tempo do mundo
Todos os dias
Antes de dormir
Lembro e esqueço
Como foi o dia
Sempre em frente
Não temos tempo a perder”

 

 

As memórias dessa época costumam permanecer bastante vívidas ao longo de toda a nossa jornada e trazem muita saudade. Elas não nos são mais contadas, somos os protagonistas e guardiões das mesmas.

Segundo os cientistas, apesar de sermos legalmente adultos aos 18 anos, as pessoas só se tornam totalmente adultas aos 30 anos, pois o desenvolvimento cerebral ocorre, em média, ao longo de três décadas. Antes dessa idade, o cérebro não está formado o suficiente para que a pessoa saiba avaliar as situações de uma maneira clara.

Isso explica muitas das confusões e das escolhas equívocas que fazemos nessa fase.

Com a maturidade da vida adulta, vem também os compromissos, as responsabilidades e as novas influências externas importantes: amigos do trabalho, o chefe, o(a) namorado(a).

As exigências da vida nos fazem sentir saudades de tempos remotos, mas ainda vívidos em nossa mente.

 

“Quem espera que a vida
Seja feita de ilusão
Pode até ficar maluco
Ou morrer na solidão
É preciso ter cuidado
Pra mais tarde não sofrer
É preciso saber viver”

 

 

Ao iniciar nossa própria família, passamos a dar mais valor aos pais. Eles já não intervêm tanto e não nos parecem tão chatos e errados. Nesse momento, a carga de tudo que nos foi passado, volta com força e nos vemos repetindo padrões e comportamentos que nem sempre apreciamos. Adquirimos novos gostos. Aprimoramos o paladar. Aguçamos os sentidos.

O que mais marcou essa fase de sua vida? Será que foi o casamento ou a chegada dos filhos? Questões financeiras? Crises conjugais? Lugares que conheceu? A aquisição de algum bem? A perda de uma pessoa querida? Os amigos ainda são os mesmos? Alguma grande decepção? Até essa etapa da vida, tem mais para celebrar ou lamentar?

E a velhice? Como você a vê ou a sente, se já for o seu caso? É um problema ou você convive bem com a ideia de envelhecer?

Hoje, a Organização Mundial de Saúde considera que a velhice se inicia a partir dos 75, já que muitas das pessoas de 60, 65 anos continuam ativas no mercado de trabalho, e com boa qualidade e expectativa de vida.

Você se preparou para esse momento, financeira e psicologicamente? Mantém uma vida social, cuida da saúde? Emocionalmente, como está?

Independente da relação que criamos com esse momento, provavelmente teremos a mesma sensação ao olhar para trás: ter vivido muitas vidas, afinal, em cada uma delas, tivemos capítulos diferentes e marcantes, recortes que nos ajudaram a formar o ser humano que somos. Pessoas que entraram e saíram. Lembranças que deixaram saudades e outras que criaram cicatrizes profundas.

Núcleos, pessoas, experiências, desafios, perdas, conquistas, etc. Cada escolha, uma renúncia, um caminho sem volta, com suas alegrias e tristezas.
Não entramos nem saímos de cada uma delas, incólumes, nem as pessoas que éramos, afinal as experiências que adquirimos em cada etapa vão nos moldando como barro fresco.

Feliz daqueles que chegarem ao inverno de suas vidas, tendo deixado um legado pelo qual se orgulham, rodeados pelos seus entes queridos, vivendo com conforto, tranquilidade e segurança financeira.

 

“Não é sobre tudo que o seu dinheiro é capaz de comprar
E sim sobre cada momento, sorriso a se compartilhar
Também não é sobre correr contra o tempo pra ter sempre mais
Porque quando menos se espera a vida já ficou pra trás
Segura teu filho no colo
Sorria e abrace seus pais enquanto estão aqui
Que a vida é trem-bala, parceiro
E a gente é só passageiro prestes a partir”

 

 

Que os arrependimentos sejam poucos e se possível, ainda possíveis de serem resgatados! Acima de tudo: que a saúde e a memória, sejam nossas companheiras e possibilitem que tenhamos nossos derradeiros anos à altura das fábulas infantis que nos acompanharam na infância, afinal, tudo que todos querem é um final feliz!

Para quem tem uma existência longeva, não tem como fugir dessa estrutura. Um dia somos crianças e no outro, velhos. Se não há como mudar a realidade, o que nos resta é viver bem e com dignidade e isso só cabe a cada um de nós.

A isso se dá o nome de legado e quem constrói um, merece ter sua trajetória contada com orgulho a seus descendentes para que eles possam honrar os passos daqueles que tanto fizeram pela sua linhagem.

Ainda que existam sempre várias versões para a mesma história:

  • Aquela que nos contaram;
  • A que julgamos ter vivido com os outros;
  • A que os outros acreditam ter compartilhado conosco;
  • A que lembramos com o passar dos anos e sobretudo;
  • A que contarão sob o efeito do tempo e das lembranças apagadas.

 

Você está seguro de que transmitirão sua história da maneira que gostaria?

“Quem conta um conto, aumenta um ponto”

 

E nós: se fossemos escrever a história de nossa vida, será que conseguiríamos fazê-la hoje sem a ajuda de terceiros? Conhecemos todos os aspectos que gostaríamos? E será que conseguiríamos construir uma narrativa que retrate uma visão que possa ser usada como fonte para nossos filhos e netos?

Pois bem, meu nome é Claudia Taulois. Sou escritora e posso te ajudar a eternizar a sua história ou ao menos, alguns capítulos dela que você gostaria que não fossem esquecidos.

O que acha? Caso se interesse, entre em contato comigo para obter mais detalhes. Com certeza, um investimento de valor, um presente para si mesmo e para quem ama.

Até o próximo capítulo!

Abraço,
Claudia Taulois – Publicitária, Escritora e Founder da engaging.com.br

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