Quais são hoje, os valores que norteiam e motivam os seres humanos?

O que você diria que tem mais buscas no Google: propósito ou amor?

Quem acredita ser “amor”, acertou! Creio que todos cheguem a essa conclusão, mas o que intriga é a proporção. Ao digitarmos a palavra “propósito” no Google vemos 3.110.000.000 resultados. Para amor, 3.920.000.000. Diferença pequena, que nos coloca diante da busca atual por felicidade estar bastante associada a encontrar esse “porquê” que nos promete dar sentido a vida.

Não à toa, temos hoje o fenômeno da Great Resignation (tendência econômica onde os funcionários voluntariamente se demitem em massa de seus empregos — cerca de 2.210.000.000 de buscas no Google), crescendo em muitos países. Sim, as pessoas estão revendo sua relação com o trabalho e buscando opções que tragam mais qualidade de vida e propósito.

Sempre que vejo ou leio algo a respeito, sinto fazer bastante sentido, sendo uma tendência sem volta, até que me deparei com uma visão diferente, que me fez refletir bastante.

Vamos lá!

Geralmente atribuímos nosso propósito ao que nos dá sentido à vida e nos traz as repostas ao “porquê” escolhemos algo em nossa vida. Está perfeito e era nisso que eu acreditava até então.

Eis então que leio sobre o “meio” não ser o mais importante e sim, o objetivo final. Ou seja, não importa se amo o que faço desde que ele me leve a conquistar o que almejo.

Esse conceito simplificaria muito nossa vida, e também tiraria um peso daqueles que se sentem perdidos e não sabem dizer qual o seu “porquê”. Vivemos quase que uma tirania do propósito e aqueles que não sabem o seu, se sentem como estranhos no ninho!

Se acreditarmos que está tudo bem em fazer algo ainda que não seja o que mais amamos, desde que nos traga algo em retorno, a vida seria muito mais fácil! Ex: queria ser escritora, mas não consigo ganhar dinheiro escrevendo. Então vou trabalhar com marketing, juntar dinheiro e deixar para escrever no meu tempo livre ou ao me aposentar. E o mais importante: fazer com devoção, sem reclamar, sem ficar frustrada, aproveitando a jornada da melhor maneira! Para quem prefere uma vida confortável e que ofereça melhores condições econômicas, talvez tanto faz o meio para chegar onde deseja.

Mas não basta acreditar ou querer, é preciso sentir, ser uma verdade!

Além disso, exercer uma atividade ou estar em um local que não nos traga prazer ou plenitude, pode ser muito desgastante e comprometer nosso bem-estar e saúde mental. Pelo menos, para muitos de nós é assim!

Portanto, seria correto dizer que um dos modelos acima é o correto e o outro não?

Não! O erro está em padronizar as expectativas. O que pode funcionar para uma pessoa, não necessariamente será bom para outra.

Portanto, tudo é uma questão de autoconhecimento.

Abaixo, um exemplo bastante aleatório, mas que nos ajuda a entender.

  1. Objetivo: viajar para o exterior.
  2. Realidade: não ter muito dinheiro.
  3. Meio possível: pegar um voo com inúmeras conexões, ficar em Hostels, comprar comida no mercado, etc.
  4. Possibilidade de êxito: se o objetivo for realmente viajar, poderá ser cumprido com sucesso. Agora, se houver a intenção oculta de conforto ou luxo, acabará se frustrando.

A verdade é que não existe fórmula universal para nada. Tudo depende de nos conhecermos bem. Para muitos, o meio/forma importa. Para outros, o que vale é o objetivo.

Ao se compreender bem essas premissas, conseguimos traçar nossa estratégia, seja para o que for. Não ficamos reféns de nada, nem ninguém. É como ter uma bússola interna!

Importante também que aqueles que escolhermos como companheiros(as) compartilhem dos mesmos ideais.

Com essas variantes e com nossa energia sintonizada para enxergar o copo cheio de todas as situações, teremos muito mais chances de ser imensamente felizes!

Sabe o que é mais interessante? Perceber que podemos mudar de opinião e postura ao longo da vida e sem medo, adaptar nossos desejos ao momento atual, buscando o caminho que for mais coerente para nossa realidade!

Faz sentido para você?

Claudia Taulois – Publicitária, Escritora e Founder da engaging.com.br