Após anos trabalhando na mesma empresa, Luís foi surpreendido com o anúncio de seu desligamento.

Indignado, argumenta sobre seu histórico de conquistas, lembra que já liderou muitas pessoas e ganhou prêmios importantes para a empresa, tendo sido muito bem-sucedido em todos os lugares que trabalhou! Ressalta as horas extras e a dedicação com a qual desempenhou suas funções.

Do outro lado da mesa, seu interlocutor escuta atento, abanando a cabeça em consentimento.

“Então, qual a razão para isso?” — indaga o homem num misto de perplexidade e incompreensão.

“Os resultados! Apesar do passado vitorioso, você já não entregava mais o que era esperado e não conseguiu ler os constantes sinais e devolutivas. Mantinha uma postura arrogante e apegada ao que já não existe mais…”

Em casa, repete exaustivamente o mesmo discurso para a mulher e os filhos, falando de seu passado glorioso e da injustiça que fora feita.

Apesar da indignação, tem a certeza de que será rapidamente chamado por algum concorrente, afinal essas notícias correm e sua fama o precede. Quem não gostaria de tê-lo em sua empresa?

Provavelmente receberia inúmeras ligações de Headhunters nos próximos dias, como já acontecera anteriormente.

Não iria se mexer, afinal esse movimento poderia enfraquecer as negociações que se dariam em breve.

 A realidade, no entanto, mostrou-se bastante diferente. Sem Headhunters, sem consultas, sem contatos.

Da forma mais dura, entendeu que havia parado no tempo e se alimentado apenas de seu ego. Não se atualizou, não investiu em novos conhecimentos, não criou uma rede de contatos forte.

Nesse momento foi invadido pelo pânico e pela realidade que se apresentava: era uma carta fora do baralho!

Os antigos Headhunters aos quais não deu importância, já não se lembravam dele. Os antigos contatos tampouco.

Não sabia navegar nas redes sociais e foi com dificuldade que criou seu primeiro perfil profissional, mas tinha bastante dificuldade para compreender o mecanismo. Assim, era como navegar sem bússola no meio de uma tempestade.

Em casa, podia sentir uma cobrança velada, afinal foi necessário que todos se habituassem a uma nova rotina severa de cortes de gastos.

Como de costume, nenhuma importância foi dada ao lado emocional, pilar vital para que as demais não colapsem.

Assim como uma pequena infiltração de água pode derrubar uma grande construção, silenciosamente, Luís foi pouco a pouco adoecendo: angústia, raiva, falta de energia, tristeza, depressão, doenças físicas…

Do susto e da nova oportunidade que a vida lhe dava ao sobreviver ao pior, conseguiu rever os erros. A arrogância dos tempos áureos, a falta de inteligência para enxergar e se preparar para o futuro… tudo parecia tão claro agora!

Com humildade, aceitou que precisava de ajuda para reerguer-se e entendeu que não iria a lugar nenhum sem saúde e para isso era fundamental estar bem mental e emocionalmente.

Para decidir o que fazer profissionalmente precisaria investir também em aprendizado e orientação e para isso necessitava de apoio profissional.

Certamente seria uma jornada de muitos ajustes e buscas, mas ele tinha um terreno fértil e com boa semeadura poderia reencontrar seu lugar ao sol e foi o que fez.

As perguntas que ficam são:

  • Por que não vemos os sinais que estão na nossa frente?
  • Por que insistimos em seguir sozinhos?
  • Por que demoramos a buscar ajuda?
  • Por que precisamos aprender sempre do pior jeito?

Não darei as respostas, porque não existe uma única e correta. Cada um tem uma realidade, um motivo para postergar, fingir, insistir no erro… e a minha (arrogância) pode ser diferente da sua.

O desejo é para que possamos acordar antes que seja muito tarde, sendo o menos sofrido possível!

Não deixe de investir na sua saúde (física, mental e emocional), no seu desenvolvimento (pessoal e profissional) e no seu bem-estar.

Busque sua constante transformação, afinal o sucesso de ontem, não garante o pão de amanhã.

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