No texto de hoje, a Dra. Adriana Wagner, psicóloga junguiana, parceira da Engaging nos fala sobre o suicídio. Tema difícil, mas de extrema importância.

Homem com as mãos no cabelo

Imagem: Canva

 

Suicídio: Precisamos estar alertas aos sinais, saber pedir ajuda se necessário,  e ajudar quem precisa.

No último dia 10 de setembro, aconteceu uma campanha do Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio.

Essa campanha, conhecida como setembro Amarelo, foi criada para alarmar as pessoas da gravidade desse tema e do quanto podemos ajudar em sua prevenção.

A cada 45 minutos, uma pessoa comete suicídio no Brasil.

A cada 40 segundos, alguém comete suicídio no mundo.

Pelos dados da OMS, o suicídio é a terceira maior causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos e a sétima entre crianças de 10-14 anos.

Grande parte da população não tem acesso a esses dados, afinal o assunto ainda é um tabu…

A pergunta é: como podemos ajudar?

Você sabia que 90% dos suicídios podem ser evitados com ajuda psicológica?

Sabe-se hoje, que a maioria deles, são causadas por doenças mentais que não são tratadas, até pelo fato que essas pessoas nem sabem que precisam de tratamento.

Dentro desses números, em torno de 60% das pessoas que cometem suicídio, não buscam ajuda.

Pessoas com depressão, pensamentos suicidas, esquizofrenia, e outras doenças mentais, são vulneráveis ao ato.

Assim, dialogar sobre o assunto é de extrema importância para podermos reduzir ao máximo o número de pessoas vulneráveis.

Conversar com essas pessoas, pode fazer toda diferença, uma vez que entendam que não estão sozinhas e podem ser tratadas.

Muitas vezes, o suicídio não visa a morte, mas sim o fim do sofrimento pelo qual está sentindo.

Sendo assim, o único jeito que enxerga no momento para acabar com essa dor, é através da morte.

Quais podem ser os sintomas desse sofrimento profundo?

São diversos, dentre eles ansiedade, culpa, medo, angustia, depressão, remorso, sentimento de humilhação e abandono, dentre outros.

Existem também alguns fatores de risco nos quais aumentam as chances dessas tentativas suicidas: divórcio, desemprego, abuso de substâncias, estresse contínuo, falta de vínculos familiares ou sociais, doenças terminais ou incapacitantes e ate histórico de suicídio familiar.

Se você sente essa dor profunda, e está com pensamentos suicidas, é importante pedir ajuda, desabafar com alguém de sua confiança, mesmo que seja um profissional da área de saúde.

Hoje, existe o CENTRO DE VALORIZAÇÃO DA VIDA. É um centro de voluntários preparados para lhe ajudar neste momento. Contate-os pelo 141 ou 188.

Caso você conheça alguém que esteja passando por essa dor profunda, lembre-se sempre de acolher, evitar condenações, brigas e banalizações desses sentimentos.

A escuta nessas horas é o que você pode oferecer de mais valioso, assim como o incentivo a buscar uma ajuda profissional de um psiquiatra ou psicólogo que possa iniciar um tratamento adequado.

Dra. Adriana Wagner
Fontes consultadas: setembroamarelo.org.br e minutosaudavel.com.br